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Ícone da lava jato vira estrela da Bolsa em 2021

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No pódio das ações mais valorizadas do primeiro semestre no Ibovespa, o posto mais alto é ocupado pelos papéis BRKM5. São as ações da petroquímica Braskem, que subiram mais de 150% de janeiro a junho. Uma alta impressionante. Quem investiu R$ 10 mil na virada do ano, hoje saca cerca de R$ 25 mil.

Gigante mundial, a Braskem é a maior fabricante de resinas termoplásticas da América, com 40 unidades (29 no Brasil, 5 nos EUA, 4 no México e 2 na Alemanha). Basicamente, transforma produtos do petróleo (como a nafta) e da cana-de-açúcar (etanol) no material que, posteriormente, vai virar o plástico que você conhece das embalagens, brinquedos e peças de carro.

Sua valorização ganhou ritmo em janeiro para não mais parar. Nesta semana ainda bateu recorde de preço, passando dos R$ 60 por ação, ultrapassando seu pico histórico, atingido em setembro de 2018.

A Braskem é controlada pela Novonor (ex-Odebrecht) e tem 47% do seu capital votante nas mãos da Petrobras. Você deve lembrar quão explosiva foi a combinação de Odebrecht e Petrobras na famigerada operação lava jato. E a petroquímica estava mais do que enrolada no esquema de propinas.

Seu ex-presidente José Carlos Grubisich assumiu, ainda este ano, ter participado do desvio de mais de R$ 1 bilhão e disse que a intenção era garantir os interesses da companhia. Ele chegou a ser preso nos EUA.

Bem antes de Grubisich, a Braskem fez um acordo de leniência com o Ministério Público Federal, homologado pela Justiça em 2017, e com a Justiça americana, no qual assumiu participar de uma conspiração para descumprir disposições de combate ao suborno previstas na lei dos EUA. A empresa topou pagar mais de R$ 3 bilhões a órgãos americanos e brasileiros (incluindo o governo federal).

O acordo bilionário, no entanto, não exime a Braskem de responder a outras pessoas que se sintam lesadas e busquem indenização por danos causados pelos anos em que ocorreram as falcatruas assumidas.

Três anos depois, em maio do ano passado, MPF e autoridades dos EUA tiraram a “tornozeleira eletrônica” da petroquímica: encerraram a monitoria que vinham fazendo para garantir que a companhia estava implementando boas práticas de combate à corrupção e conformidade (compliance).

Agora, as ações têm encabeçado a lista de mais valorizadas com o avanço do noticiário sobre as propostas para compra da fatia da Novonor na companhia. Estendida até esta sexta (9/7).

A venda da Braskem está no plano de recuperação judicial da ex-Odebrecht e a disputa pela fatia já conta com grandes fundos de investimentos como Advent, Blackstone e Mubadala, bem como companhias atuantes no setor como Sinopec e LyondellBasell.

Com a fila de possíveis compradores, o preço das ações disparou. Mas nem tudo são flores, o próprio Grubisich (que assumiu os malfeitos) entrou numa briga na Justiça para que a Novonor seja impedida de vender a companhia enquanto não pagar o que deve a seus credores (grupo do qual ele faz parte).

Com analistas de bancos como o Safra destacando o aumento da diferença entre o preço entre a matéria-prima usada e o produto vendido pela empresa, bem como do BTG Pactual apontando seus resultados acima do esperado, dá para dizer que a lava jato parece já ser página virada para investidores da Braskem. No fim das contas, um ícone da operação foi a estrela da Bolsa no primeiro semestre.

*Imagem: Piqsels.com

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BRKM3 - ON - Braskem

CNPJ: 42.150.391/0001-70
  • Preço: R$ 61,26
  • Vari.mês: 5,74%
  • Preço médio: R$ 63,03
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