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Carteira de produtos de ciclo longo deve sustentar resultados da Weg

A Weg disse que a entrega de produtos de ciclo longo deve continuar a sustentar o crescimento da empresa e espera maior pressão sobre as margens no segundo semestre por conta do aumento dos custos em commodities metálicas, mas que isso deve ser compensado pela forte demanda e recuperação da atividade industrial. A companhia também informou projeção de investir cerca de R$ 500 milhões até o fim do ano. 

"A nossa estratégia de longo prazo é aumentar nossa participação nos mercados que atuamos e outras regiões. Nossa estrutura de custo é baseada nas commodities metálicas, que impacta toda a industria, e o nosso diferencial é ter uma estrutura verticalizada e um modelo de negócio diversificado", disse André Menegueti Salgueiro, gerente de relações com investidores da Weg. 

A carteira de ciclo longo é separada em geração, transmissão e distribuição de energia (GTD) e equipamentos eletroeletrônicos industriais. A primeira vem apresentando bom desempenho no Brasil por conta da expansão dos projetos de energia eólica, que está positiva para 2021 e começa a ser construída em 2022. Em equipamentos, a empresa tem pedidos no Brasil e no mercado externo.

Em ciclo curto (motores comerciais, eletroeletrônicos e automação), os executivos apontaram demanda no mercado externo, especialmente na China, para os próximos trimestres e que essa carteira mostrou recuperação no primeiro semestre em relação a base mais fraca de 2020. 

Em relação ao aumento de custo previsto para os próximos trimestres, a companhia espera seja o mesmo para toda a cadeia, portanto, para os concorrentes, já que é reflexo de uma forte demanda global por commodities metálicas.

"Esperamos apresentar margens operacionais saudáveis por conta da forte demanda esperada em nossos negócios e retomada da atividade econômica no segundo semestre", disse André Luis Rodrigues, diretor financeiro e de relação com investidores da Weg. 

Sobre os destaques do resultado do segundo trimestre, a companhia apresentou forte expansão, nos mercados interno e externo, em motores comerciais e appliances (189% e 112%), em base de comparação anual, seguido por tintas e vernizes (102% e 116%), GTD (59% e 33%) e equipamentos eletroeletrônicos industriais (34% e 18%). 

O ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) passou de R$732,2 milhões para R$1,1 bilhão no segundo trimestre, em base anual, e a companhia investiu R$ 168,3 milhões no período, sendo R$ 81,2 milhões no exterior e R$ 87,1 milhões no Brasil, antes R$ 107,4 milhões um ano antes.

NEGÓCIOS

A empresa disse que a área de geração solar foi impactada pela pandemia e vem apresentando boa performance esse ano, estando bem posicionada para ampliar as entregas, fornecendo equipamentos, projetos de EPC e geração centralizada. A empresa fornecerá 69 eletrocentros solares no segundo semestre para o projeto Sol do Cerrado, da Vale, em Jaíba (MG), anunciado em maio. O contrato contribuiu para a decisão da WEG de abrir uma fábrica em Minas Gerais para fabricação de eletrocentros solares e industriais. 

"O negócio solar se desenvolveu bastante e é importante dentro da área de GTD", disse o gerente de RI, que não quis abrir a participação do negócio dentro do segmento de GTD. 

A companhia também destacou a participação de empresas compradas em termos de inovação e competitividade para os produtos que desenvolve. 

"Hoje temos foco em gestão de ativos, com soluções de monitoramento, leitura de dados e conectividade, usando a expertise da Mvisia. Em gestão da execução, o foco é na produtividade das operações, com soluções da V2Com, que compramos recentemente. Essas soluções empoderam as soluções com inteligência artificial, por exemplo", disse Rodrigues. 

 

Cynara Escobar / Agência CMA
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