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Ibovespa bolsa de valores em queda Piqsels

Ibovespa fecha em queda de 2,06% reagindo mal ao decreto de Bolsonaro

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A Bolsa fechou em queda de 2,06% em um dia de forte aversão ao risco atingindo patamares de março- 111 mil pontos- pela pressão das empresas ligadas às commodities com mais um recuo do minério de ferro na China e com os investidores reagindo mal ao decreto do presidente Jair Bolsonaro em elevar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para custear o novo Bolsa Família. Somado a isso, a preocupação com a economia chinesa e o impacto mundial. Na semana, o Ibovespa acumula perda de 2,49%.

O mau humor nas bolsas em Nova York também contribuiu para o movimento negativo por aqui em dia de vencimento de opções sobre ações e com os investidores optando por não ficarem posicionados para o fim de semana.

O principal índice da B3 encerrou em baixa de 2,06%, aos 111.439,37 pontos. O Ibovespa futuro com vencimento em outubro caiu 2,36%, aos 111.710 pontos. O volume financeiro foi de R$ 44,3 bilhões.

Para os analistas da Ativa Investimentos, a pressão imposta pelo setor de commodities e o aumento do IOF resultam na queda da Bolsa. "O mercado repercute negativamente a elevação do imposto para financiar a ampliação do Auxílio Brasil, bem como a aprovação da PEC dos precatórios, aguçando os temores por um buraco no teto de gastos".

Os analistas da Ativa Investimentos também comentaram que existe uma cautela dos investidores por conta de uma desaceleração da economia chinesa com a repressão regulatória e a crise da dívida da megaincorporadora Evergrande.

O pessimismo de hoje fez a maioria das ações cair na sessão de hoje, com destaque para empresas ligadas às commodities.. Os papéis da Vale (VALE3) recuaram 2,02 e em um mês em média de 19% mês aproximadamente 25%e Gerdau (GGBR4) baixaram 6,59% e em um mês 14%. O pagamento de dividendos pela Vale (VALE3) no próximo dia 30 deste mês, no valor de R$ 40 bilhões, equivalente a R$ 8,10 por ação não contribuiu para alavancar os papéis da mineradora.

Os papéis da Petrobras tiveram forte recuo refletindo as declarações da véspera do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) sobre a insatisfação com os preços dos combustíveis. As ações da estatal (PETR3 e PETR4) caíram 4,56% e 4,48%, respectivamente. E os bancos foram "pressionados após o governo elevar a alíquota de IOF sobre operações de crédito", afirmou o analista Régis Chinchila da Terra Investimentos. As ações caíram em bloco.

Nicolas Merola, analista de investimentos da Inversa Publicações, comentou que os fatores internos e global estão influenciando o mau humor do mercado. "Estamos em uma tempestade complicada. Mais um ruído interno com a questão do IOF leva as pessoas não quererem estar posicionadas em ações locais".

As grandes companhias exportadoras de commodities, com peso no índice e ditas como 'queridinhas' dos investidores, estão sendo impactadas pelo ambiente global em mais um pregão de queda do minério. "Todas essas empresas que estão caindo hoje são muito dependentes do comércio com a China, que vive um processo de desalavancagem e pressiona o mundo".

O analista de investimentos da Inversa Publicações ressaltou que os investidores "vem desfazendo posições" para passar o fim de semana mais tranquilos".

Para Leonardo Santana, da Top Gain, o mercado está preocupado com a elevação do IOF "se vai ser suficiente para segurar para o aumento do novo Bolsa Família e o populismo de Bolsonaro".

Soraia Budaibes / Agência CMA
Copyright 2021 - Grupo CMA
Imagem: Piqsels.com

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