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Ibovespa fecha em queda diante de temor por calote da Evergrande

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O Ibovespa encerrou a sessão em queda de 0,68%, aos 113.282,67 pontos, acompanhando um movimento externo de aversão ao risco diante da volta das preocupações com um possível calote da Evergrande, gigante do setor imobiliário chinês. Uma unidade da Evergrande perdeu o prazo para efetuar o pagamento dos juros sobre os bônus que venceram ontem (23) e coloca o mercado mundial em alerta.

Somado a isso, os agentes financeiros aguardam fala do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Jerome Powell, nesta manhã. Na última quarta-feira, Powell sinalizou que o tapering (redução de estímulos) pode se iniciar em novembro.

Por aqui, os investidores também repercutem o Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) - subiu 1,14% em setembro em comparação com agosto, a maior para o mês desde 2016. O Indice acumula alta de 10,05% em 12 meses até setembro. O resultado ficou acima da mediana das expectativas dos analistas, de acordo com o Termômetro da Agência CMA, + 1,00%.

"O atraso da Evergrande ainda não é caracterizado um calote porque ainda não ultrapassou os 30 dias de atraso no pagamento. Ou seja, os próximos 30 dias serão de apreensão quanto a isso, mas obviamente o mercado não deve ficar parado aguardando esse desfecho. Hoje a Bolsa cai uma pouco também em movimento de correção após as altas seguidas. Além disso, hoje é sexta-feira, dia em que os investidores são mais cautelosos e tomam posição defensiva para o fim de semana", disse um operador.

"Com o conglomerado chinês Evergrande entrando em seu primeiro dia de atraso em pagamento de juros de títulos (calote apenas após 30 dias de atraso), e à despeito de injeções de liquidez pelo PBoC, investidores monitoram a situação com cautela, sendo observado alguma acomodação da recuperação dos mercados vista na véspera", explicou a Commcor Corretora.

Para os analistas da Sul América Investimentos, a Bolsa deve abrir em queda acompanhando o movimento dos futuros em Nova York. "Os investidores seguem atentos ao desenrolar da crise de liquidez que envolve a empresa Evergrande". Os analistas da Sul América Investimentos apontaram que o movimento queda "não caracteriza propriamente aversão ao risco, mas de realização de lucro após altas recentes".

Pela manhã, a economista Ariane Benedito, da CM Capital, afirmou que "a expectativa para a abertura da Bolsa, após três pregões em alta, é de realização de lucros, assim como no resto do mundo, com os investidores cautelosos com a crise da Evergrande".

Eduardo Puccioni / Agência CMA
Copyright 2021 - Grupo CMA
Imagem: Piqsels.com

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