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Ibovespa em alta Piqsels

Ibovespa fecha em alta em dia de recuperação e puxada por Petrobras

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A Bolsa fechou em alta de mais de 2% e chegou a tocar nos 109 mil pontos em um dia de recuperação após fortes perdas devido à ligeira melhora do cenário interno e impulsionada pelas ações da Petrobras-favorecida pela alta do petróleo e a possível venda de seus papéis por parte do governo.

Os investidores mantiveram as atenções voltadas ao o risco fiscal e no aguardo da votação prevista para amanhã da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos precatórios, no plenário da Câmara.

As ações da Petrobras (PETR3 e PETR4), com peso no índice, subiram 6,12% e 6,84%, respectivamente. Uma fonte que não quis identificar afirmou que o governo federal está estudando a possibilidade de tornar exequível um projeto de lei em que autoriza a União vender ações ordinárias e preferencias da empresa petrolífera, deixando de ser acionista. "O mercado especula que seja o mesmo modelo da Eletrobras, mas o governo não abre mão de indicar o presidente".

O principal índice da B3 subiu 2,27%, aos 108.714,55 pontos. O Ibovespa futuro avançou 2,45%, aos 109.635 pontos. O giro financeiro foi de R$ 28,9 bilhões. As  bolsas em Nova York fecharam no positivo.

Davi Lelis, sócio e especialista da Valor Investimentos afirmou que vários fatores contribuem para a sessão de hoje mais positiva como o movimento técnico em que "o mercado entra em um evalution mais interessante e os investidores passam a comprar, soma-se a isso às expectativas positivas de balanços de empresas e as ações da Petrobras, Metalúrgica Gerdau SA e Cosan que impulsionam o Ibovespa". Entre os papéis de empresas de menor porte-as small caps- o destaque fica para a Ecorodovias que sobem mais de 6% por conta do resultado a ser divulgado após o fechamento.

Davi também comentou que o cenário internacional "favorece o movimento mais positivo por aqui". Esta semana vai ser muito marcado pelo desdobramento do fiscal "tanto a PEC dos precatórios como o teto de gastos vai dar o tom do fechamento da semana como positivo ou negativo". O fato do ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmar que permanece no cargo "arrefeceu um pouco dos ânimos, mas não resolveu o problema".

Alejandro Ortiz, analista da Guide Investimentos, afirmou que a Bolsa foi muito "achatada" ao longo das últimas semanas e, no pregão de hoje, passa por "um movimento puramente técnico porque não teve nenhum desenvolvimento positivo nos riscos do cenário interno e existe uma expectativa forte em relação aos balanços corporativos".

Ortiz comentou que o risco fiscal "já foi materializado e não é à toa que a curva de juros não cede", mas agora é necessário "monitorar se o rompimento do teto será de R$ 30 bilhões para custear o Auxílio Brasil ou mais, porque não será menos que esse valor", enfatizou.

Em relação ao Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que define a taxa básica de juros do País (Selic), na quarta-feira, o analista da Guide Investimentos disse que acredita em uma elevação da Selic em 1,25 ponto porcentual (pp) porque houve "uma mudança abrupta no regime fiscal e isso tende a pressionar a taxa de juros neutra, tornando o balanço de risco do BC [Banco Central] ainda mais assimétrico que acaba exigindo uma resposta mais dura tanto em relação à Selic como ao próprio discurso", concluiu.

Ubirajara Silva, gestor da Galapagos Capital, comentou que esta semana será bastante agitada no Brasil com temporada de balanços, Copom e PEC dos precatórios. "Devemos acompanhar como vão vir os resultados das companhias por aqui e ver se os fundamentos estão sólidos para ajudar na recuperação da Bolsa".

Soraia Budaibes / Agência CMA
Copyright 2021 - Grupo CMA
Imagem: Piqsels.com

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