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Urgente: Banco Central aumenta taxa de juros e muda cálculo da poupança

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa básica de juros (Selic) em 1,5 ponto percentual, passando de 7,75% para 9,25% ao ano. É o nível mais alto desde 2017.

Com o aumento da taxa Selic, que ultrapassou a barreira de 8,5% ao ano, o cálculo do rendimento da poupança muda automaticamente.

De acordo com a Lei 12.703, de 2012, o rendimento dos investimentos na caderneta de poupança será de 70% da Selic quando ela for menor ou igual a 8,5% ao ano, mais a taxa referencial (TR). Quando a Selic for maior que esse percentual, como agora, o rendimento da poupança será de 0,5% ao mês, mais a TR.

Como a TR hoje está praticamente zerada, sua influência no rendimento da poupança é nula. O que importa, então, é justamente o que acaba de ser alterado. Agora, o rendimento da caderneta vai passar para 0,5% ao mês.

No novo cálculo, apesar do aumento imediato na rentabilidade, a poupança vai, a partir de então, ter seu rendimento estacionado em 0,5% ao mês, independente de haver novos aumentos na taxa de juros. E o Copom já prevê um novo aumento de 1,5 pontos percentuais em sua próxima reunião.

Especialistas apontam que o rendimento da poupança é muito pequeno, mesmo quando comparado com investimentos com baixíssimo risco, como CDBs de bancos ou títulos de crédito de empresas com segurança.

Nos últimos 12 meses, aliás, a rentabilidade da poupança foi a pior desde 1991. Ela caiu 7,46%, quando levamos em conta a inflação do período.

Justificativas para o aumento

O aumento já era esperado pelo mercado, pois havia sido anunciado na última reunião do Copom. 

Ao divulgar a mudança, o Bance Central descreveu o seguinte cenário, para justificá-la:

  • No cenário externo, o ambiente se tornou menos favorável. Alguns bancos centrais das principais economias expressaram claramente a necessidade de cautela frente à maior persistência da inflação, tornando as condições financeiras mais desafiadoras para economias emergentes. Além disso, a possibilidade de nova onda da Covid-19 durante o inverno e o aparecimento da variante Ômicron adicionam incerteza quanto ao ritmo de recuperação nas economias centrais;
  • Em relação à atividade econômica brasileira, indicadores divulgados desde a última reunião mostram novamente uma evolução moderadamente abaixo da esperada;
  • A inflação ao consumidor continua elevada. A alta dos preços foi acima da esperada, tanto nos componentes mais voláteis como também nos itens associados à inflação subjacente;
  • As diversas medidas de inflação subjacente apresentam-se acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação;
  • As expectativas de inflação para 2021, 2022 e 2023 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 10,2%, 5,0% e 3,5%, respectivamente; e
  • No cenário básico, com trajetória para a taxa de juros extraída da pesquisa Focus e taxa de câmbio partindo de USD/BRL 5,65*, e evoluindo segundo a paridade do poder de compra (PPC), as projeções de inflação do Copom situam-se em torno de 10,2% para 2021, 4,7% para 2022 e 3,2% para 2023. Esse cenário supõe trajetória de juros que se eleva para 9,25% a.a. neste ano e para 11,75% a.a. durante 2022, terminando o ano em 11,25%, e reduz-se para 8,00% a.a. em 2023. Nesse cenário, as projeções para a inflação de preços administrados são de 16,7% para 2021, 3,8% para 2022 e 5,2% para 2023. Adotam-se bandeira tarifária "escassez hídrica" em dezembro de 2021 e a hipótese de bandeira tarifária "vermelha patamar 2" em dezembro de 2022 e dezembro de 2023.

O Comitê ressalta que, em seu cenário básico para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções.

Por um lado, uma possível reversão, ainda que parcial, do aumento nos preços das commodities internacionais em moeda local produziria trajetória de inflação abaixo do cenário básico.

Por outro lado, novos prolongamentos das políticas fiscais de resposta à pandemia que pressionem a demanda agregada e piorem a trajetória fiscal podem elevar os prêmios de risco do país.

Para a próxima reunião, o Comitê antevê outro ajuste da mesma magnitude, ou seja: mais 1,5 pontos percentuais.

Boas alternativas à poupança

A baixa rentabilidade da poupança não vem necessariamente em troca de uma segurança maior. Boa parte dos investimentos de renda fixa são tão seguros quanto a poupança. Afinal, eles possuem a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para valores de até R$ 250 mil. Então, se o emissor do título no qual você investe quebrar, você não perde o valor investido, como aponta o e-book Segredos da Renda Fixa (gratuito).

Os investimentos de renda fixa possuem regras de remuneração definidas no momento da aplicação do título. Assim, temos previsão de quanto teremos de retorno sobre o investimento feito.

Eles podem ser pré-fixados ou pós-fixados. Os pré-fixados rendem um percentual por período (mês, semestre ou ano), definido no momento da compra do título, enquanto os pós-fixados são atrelados a algum indicador, como a inflação (IPCA) e a taxa de juros (CDI ou Selic).

Como a inflação tem subido em ritmo galopante, investimentos atrelados ao IPCA têm se tornado bastante atraentes.

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