Ken Chu/Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo. faria lima

Fundos imobiliários darão mais retorno do que renda fixa em 2022, dizem especialistas

O cenário político instável previsto para 2022 por causa das eleições e as altas taxas de juros (atuais e previstas), são uma preocupação para o mercado, mas especialistas concordam que agora é a hora de comprar fundos imobiliários.

Nesta quarta-feira (15/12), a Wise Investimentos e o BTG Pactual reuniram especialistas e gestores de fundos imobiliários para um bate-papo sobre a expectativa do setor para 2022. O evento foi transmitido pelo Monitor do Mercado. Veja abaixo.

No papo comandado por Adair Neto (head de FIIs na Wise), os convidados afirmaram de forma unânime que essa é a hora de adquirir fundos de tijolos e investir em fundos de fundos (FOFs) que têm investimentos na área.

O FOF (Fund of Funds) é um fundo de investimento que monta sua carteira comprando outros fundos de investimentos, enquanto os de tijolo efetivamente possuem os imóveis.

Ricardo Almendra, CEO da RBR Asset, afirmou que o investimento em um FOF é a melhor maneira de comprar fundos de tijolobaratos, e que eles oferecem grandes vantagens para a carteira, por serem facilmente mensuráveis e pelo mercado já ter descontado seu valor patrimonial.

Almendra também disse que quem investir em FIIs em 2022 pode esperar um retorno próximo de 20%, entre o recebimento de dividendos e a apreciação das cotas, “quem entrar hoje vai ter o dobro [de rendimento] da renda fixa”.

Também foi consenso entre os especialistas de que mesmo que haja um aumento de tributação, ainda sim vale mais a pena possuir fundos imobiliários do que NTNBs – Notas do Tesouro Nacional atreladas ao IPCA.

Rui Ruivo, gestor do fundo BTLG11, afirmou que a oferta de imóveis deve diminuir nos próximos meses, prevendo também uma alta nos alugueis e um aumento no INCC (Índice Nacional de Custo de Construção) a longo prazo, que neste ano subiu 13% e chegou ao seu maior patamar desde 2003.

Para Ricardo, a métrica de um ativo não deve ser seu preço de mercado, mas sim sua comparação com o custo de reconstrução desse imóvel (mão de obra, licença, metro quadrado etc.). “Um bom ativo imobiliário não pode valer menos do que o custo de reposição num cenário estável.”

Em conclusão, Fernando Gadelho, diretor de FIIs na HSI Asset, afirmou que fundos imobiliários continuam sendo um bom investimento, e que o mercado vai continuar a andar, mesmo que 2022 se apresente como um ano difícil.

Veja o vídeo do evento:


Imagem: Ken Chu | Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo.

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