Banco Central Europeu acredita na redução da inflação ao longo do ano

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, discursou hoje na Conferência dos órgãos parlamentares especializados em assuntos comunitários (COSAC) e afirmou que espera que a inflação na Europa diminua ao longo deste ano.

Lagarde iniciou seu discurso abordando as crises enfrentadas ultimamente no continente e no resto do mundo. "Enfrentamos uma série de crises, desde a crise financeira global até a crise da dívida soberana e a crise pandêmica. Tivemos que redesenhar e reforçar nossa estrutura institucional várias vezes ao longo do caminho", afirmou.

Segundo a presidente do BCE, embora o número de infecções na Europa permaneça muito alto, o continente está saindo da fase emergencial da pandemia. "Isso se deve à nossa notável resposta coletiva", disse.

Diante disso, a tarefa que o BCE enfrenta agora é construir sobre as bases criadas nos dois últimos anos e incorporar as lições aprendidas. Para Lagarde, as três principais direções a serem tomadas são: proporcionar estabilidade, fortalecer a oferta e garantir autonomia estratégica.

Apesar dos desafios, Lagarde se mostrou positiva quando às perspectivas de crescimento da economia europeia. Segundo ela, o BCE espera que a inflação, que está perto dos 5% na Europa, diminua ao longo de 2022.

"Hoje, esperamos que o Produto Interno Bruto (PIB) supere seu nível pré-pandemia no primeiro trimestre deste ano. Esta diferença deve-se muito à resposta política combinada da Europa", afirmou.

Lagarde lembrou que o BCE lançou um conjunto de medidas extraordinárias para estabilizar os mercados financeiros, assegurar a transmissão da política monetária e, assim, defender a estabilidade de preços. "Nosso compromisso de preservar condições favoráveis apoiar empresas, famílias e governos no outro lado da pandemia", garantiu.

A presidente do BCE destacou a rápida reabertura da economia como motivo para aumentos acentuados dos preços dos combustíveis, gás e eletricidade. Isso também levou ao aumento dos preços de bens duráveis serviços, uma vez que a demanda supera a oferta restrita.

Por fim, Lagarde destacou a necessidade de aprofundar ainda mais os mercados de capitais no continente como parte dos instrumentos para fortalecer a recuperação econômica da Europa.

Larissa Bernardes / Agência CMA
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Imagem:Divulgação

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