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Telebrás: Na fila de privatizações: Telebrás tem ações em alta, prejuízo de R$ 200 milhões e um satélite

Bastou o governo federal colocar a Telebrás na lista de privatizações que os preços das ações da estatal de telefonia (TELB3 e TELB4) voaram! Em cinco dias, o valor dos papéis TELB3 foi de R$ 39 para R$ 300.

Sorte de quem tinha as ações na manga no dia do anúncio (último dia 21). Paulo Nobre, aliás, é o único investidor pessoa física que aparece entre os principais acionistas da companhia e está posicionado nela há anos.

Mas a disparada do preço sem que tenha havido qualquer investimento novo ou efetivo ganho de mercado ou lançamento de produto, faz com que a relação entre o preço da ação e o real valor da empresa (patrimonial) esteja totalmente descompensado.

Para entender se o papel está sendo negociado com ágio, o investidor pode consultar o perfil da ação no Monitor do Mercado, que traz o indicador Preço/VPA . Essa é a relação entre o preço da ação e o valor patrimonial da ação. Quando está acima de 1, indica que o papel está sendo negociado com ágio. No caso da TELB3, passou de 22! Ou seja, os papéis estão mais do que supervalorizados em relação ao que é a empresa, efetivamente.

Vale comparar o número com outras empresas do mesmo setor, o de telefonia. A Oi, que está em recuperação judicial, tem o indicador Preço/VPA em 0,11; a Telefônica (Vivo), em 0,68. Na Tim, por sua vez, o indicador está em 1,68. Todos bem distantes dos 22 da Telebrás.

-- Lembre-se que temos um Comparador de Ações para você fazer
as suas próprias comparações, sempre que quiser, aqui no Monitor.

 

Déficit ano após ano
A diferença entre o preço e a capacidade da empresa explica também por que o ganho do valor das ações não se parece em nada com os números da empresa, aquela que realmente existe. A Telebrás é deficitária há anos (nos últimos dez, só registrou lucro em 2012). Desde 2015, o prejuízo anual é maior que R$ 200 milhões.

Do que vive uma Telebrás?
Suas receitas vêm, basicamente, de serviços de internet e do aluguel de equipamentos e sinal de satélite para o governo e empresas estatais. Entidades governamentais respondem por quase 75% do que a Telebrás ganha com serviços de internet e por 93% dos ganhos com prestação dos serviços de aluguéis e locações de equipamento e capacidade satelital.

O satélite, aliás, é apresentado como o grande trunfo da companhia nos últimos balanços. Em maio de 2017, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) foi lançado e, desde então, é o único que cobre todo o território brasileiro em banda Ka, que é o usado em internet de banda larga, e possui também uma banda X, para uso exclusivo das Forças Armadas.

Vida e morte de um satélite
O equipamento recebeu R$ 2,7 bilhões em investimentos do governo e foi adquirido pela Telebrás. No fim de 2018, o mesmo equipamento foi avaliado em R$ 2,059 bilhões. Somente no segundo semestre de 2018, técnicos da própria empresa avaliaram que ele sofreu uma depreciação de R$ 65 milhões. E sua vida útil é calculada em 17 anos.

Não à toa, o fluxo de caixa operacional da empresa, que reflete sua capacidade de gerar dinheiro com seu negócio principal, está negativo em R$ 203 milhões. O indicador também está no perfil da ação.

Lista de empresas a serem privatizadas foi
anunciada por Paulo Guedes, ministro da Economia.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A lista do Paulo Guedes
Por isso, vale pesquisar bastante se tiver interesse de seguir o fluxo e comprar os papéis que estão se valorizando rapidamente após um anúncio do governo. Se realmente for privatizado, ainda restará identificar os termos do contrato, para saber, por exemplo, se continuará a ter como principal cliente o governo e se poderá aumentar os valores que cobra por serviços estratégicos, por exemplo.

Em tempo, se comparadas com outra empresa da lista de privatizações, a Eltrobras (ELET3), as ações da Telebrás levam a pior na maioria dos quesitos. Clique aqui para ver a comparação.

A lista de empresas a serem privatizadas pelo governo, divulgada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, traz apenas Eletrobrás e Telebrás com ações em bolsa, mas serviu para aumentar a cotação dos papéis de diversas companhias públicas ou com participação do governo. Veja a lista completa abaixo:

Empresas a serem privatizadas no governo Bolsonaro

Emgea (Empresa Gestora de Ativos);

ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias);

Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados);

Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social);

Casa da Moeda;

Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo);

Ceasaminas (Centrais de Abastecimento de Minas Gerais);

CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos);

Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.);

Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo);

EBC (Empresa Brasil de Comunicação);

Ceitec (Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada);

Telebras

Correios

Eletrobras

Lotex (Loteria Instantânea Exclusiva);

Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo).

 

 

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TELB3,BVMF - Telebrás

CNPJ: 00.336.701/0001-04
  • Preço / Lucro: -2,46
  • Preço / VPA: 6,80
  • EV / EBITDA: 18,19
  • ROE: -125,01%
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