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Volume administrado por gestores de patrimônio atinge R$ 170,7 bilhões no primeiro semestre

Os recursos administrados pelas casas de Gestão de Patrimônio atingiram R$ 170,7 bilhões no primeiro semestre deste ano, contra R$ 148 bilhões em dezembro de 2018 (alta de 15,3%). De acordo com dados da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o segmento atende 9.091 grupos econômicos em todo o país, o que representa avanço de 7,5% sobre o fim do ano passado.

“As casas de gestão de patrimônio prestam um tipo de atendimento mais personalizado. Esse serviço se torna ainda mais relevante em períodos como o atual, em que os juros baixos estimulam a busca dos investidores por alternativas às suas aplicações”, afirma Alexandre Braga, membro da Comissão Temática de Gestão de Patrimônio da ANBIMA.

Entre os produtos financeiros mais utilizados por esse segmento de clientes, os fundos de investimento se destacam. A classe de multimercados apresenta maior fatia, 23% das aplicações totais, seguida pelos fundos de renda fixa, com 19,1%, de ações, com 10,9%, de estruturados, com 6,8% (incluindo fundos de participação e imobiliários), e os fundos em direitos creditórios com 2,8%.

No consolidado geral, os ativos de renda fixa ainda são maioria nas carteiras: somando os fundos dessa categoria com outros produtos (como títulos públicos e debêntures, por exemplo), alcançam 47,8% do total de recursos investidos, com R$ 81,6 bilhões. Os ativos de renda variável (incluindo fundos e aplicações diretas em ações) detêm 20,2%, ou R$ 34,4 bilhões.

Conforme a tendência dos últimos períodos, a região sudeste permanece concentrando o maior volume de recursos administrados pelas casas de gestão de patrimônio: R$ 144,8 bilhões, o que representa 84,4% do total. Em relação ao número de grupos econômicos, a relação é a mesma: são 7.223, o que equivale a 79,5%. As demais regiões aparecem na seguinte ordem: Sul (R$ 16,6 bilhões e 1.317 clientes atendidos), Nordeste (R$ 5,8 bilhões e 253); Centro-Oeste (R$ 2,7 bilhões e 261); e Norte (R$ 726,5 milhões e 37).

Base de dados da ANBIMA

A partir deste ano, a base das estatísticas de gestores de patrimônio da ANBIMA foi ampliada. A partir do novo Código de Administração de Recursos de Terceiros, todas as instituições associadas ou aderentes que prestam esse tipo de serviço devem reportar os seus dados. Para efeito comparativo, os resultados de dezembro de 2018 foram reprocessados.

Confira as estatísticas completas.

Com informações da Anbima.

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