A Prio (PRIO3) finalizou a aquisição de 40% dos Campos de Peregrino e Pitangola, localizados na Bacia de Campos. A empresa agora passa a integrar o consórcio que opera os campos em parceria com a Equinor, detentora dos 60% restantes e atua como operadora do ativo, conforme fato relevante divulgado ao mercado nesta quinta-feira (5).
A conclusão do negócio foi bem recebida pelo mercado. Após a divulgação do fato relevante, a Prio (PRIO3) entrou em leilão em alta de 2,09% (R$ 40,54) e retornou valorizando 2,54%, a R$ 40,72. Às 16h (horário de Brasília) as ações subiam 3,05%, cotadas a R$ 40,92.
O desempenho reflete a percepção de que o aumento da participação em ativos de alta produção pode fortalecer os resultados financeiros da companhia.
Detalhes da aquisição da Prio
A aquisição foi anunciada em setembro, quando a Prio firmou contrato para compra da Sinochem Petroleum Netherlands Coöperatief, antiga detentora da participação nos campos. O valor total da transação foi de US$ 1,91 bilhão, o equivalente à cerca de R$ 10,3 bilhões.
O acordo foi firmado por meio de um contrato de compra e venda entre a SPEP Energy Hong Kong Limited e a Sinochem International Oil (Hong Kong) Company Limited e sua conclusão dependia de aprovações regulatórias, como do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e de eventuais direitos de preferência da Equinor.
A nova aquisição da Prio deve somar mais 35 mil barris por dia à produção da companhia, segundo relatório encomendado às empresas DeGolyer e MacNaughton, que têm como base uma cotação de longo prazo de US$ 62 por barril, que o Campo de Peregrino possui reservas recuperáveis de 338 milhões de barris, sendo 135 milhões líquidos para a Prio.
A previsão é de aumento da produção e continuidade até, pelo menos, 2037, além da otimização da logística de petróleo.
Ativos estratégicos
Os Campos de Peregrino e Pitangola são importantes ativos de petróleo na Bacia de Campos, uma das áreas mais produtivas do Brasil. Peregrino, em particular, é reconhecido por sua produção significativa e potencial de expansão.
A entrada da Prio no consórcio com a Equinor reforça sua estratégia de crescimento no setor de exploração e produção de petróleo. Com a conclusão do negócio, a empresa deverá consolidar um aumento em sua capacidade produtiva nos próximos anos.
