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Ligando os pontos

Textos de Marcos de Vasconcellos, jornalista, CEO do Monitor do Mercado, colunista da Folha de S.Paulo e assessor de investimentos.

Desespero do governo ajuda o agro a atrair dinheiro de investidores

A três meses do primeiro turno das eleições, o governo federal estimula uma abertura a fórceps dos cofres públicos. O exemplo mais óbvio é a PEC dos Auxílios — também apelidada de PEC Kamikaze ou PEC do Desespero — que tem ocupado, merecidamente, as manchetes dos últimos dias. Para quem investe ou quer investir, há ainda outra iniciativa recém-anunciada que precisa estar no radar: o Plano Safra.

Nunca houve tamanho financiamento da produção agropecuária do país quanto a que agora se anuncia. São R$ 340,8 bilhões para fomento à produção agropecuária brasileira, o que significa um aumento de 36% em relação à última safra.

Nas previsões da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a safra de grãos, oleaginosas, leguminosas e cereais 2021/2022 será recorde, entre 3,5% e 6,5% acima da última.

Espaço para crescer não falta. O Brasil possui potencial para ao menos dobrar suas áreas de plantio (cerca de 9% do território) por meio da conversão de pastagens subutilizadas. Ou seja: sem o desmatamento de áreas adicionais e mantendo 66% do nosso território destinado à conservação, segundo dados da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).

O novo Plano Safra também aumentou, de 50% para 70%, a possibilidade de uso dos recursos das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). A ideia do governo é que a medida gere uma maior participação do mercado de finanças privadas do agro.

Com a abertura de torneiras em meio à produção recorde, o novo Plano Safra deve criar bons caminhos para investidores que buscam aproveitar o atual momento favorável da produção, a alta demanda por alimentos, gerada com a crise global que se arrasta há mais de dois anos, e o dólar nas alturas, que melhora as margens de lucro dos exportadores, ainda que com o maior custo dos insumos.

Este é o tema da coluna de Marcos de Vasconcellos, CEO do Monitor do Mercado, na Folha de S.Paulo, nesta semana.

Clique aqui para ler o texto na íntegra.

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