As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI)operam em forte queda apesar da decisão do Banco Central Europeu em elevar suas taxas de juros em sem precedentes 75 pontos-base nesta quinta-feira, de forma a conter a inflação crescente.
Segundo Fernando Franklin, diretor da Amaril Franklin, dois movimentos explicam esse descolamento da curva brasileira. A nova primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, anunciou o congelamento de preços de energia até 2024 no Reino Unido, o que, segundo Franklin, abre a possibilidade de empresas brasileiras ganharem mercado na Europa.
“Os preços para as empresas locais vão estar congelados, mas os custos não. Um eventual desenvolvimento do mercado brasileiro significa mais empregos e mais estabilidade internamente”, disse.
Além disso, o cenário inflacionário brasileiro é diferente do europeu, segundo Franklin. “Lá está em crise crescente, nós já passamos por ela, com dois meses de deflação”, disse. “Esse diferencial de taxa traz menos investimento estrangeiro, mas estabilidade traz investimento prático”, prosseguiu.
Por volta das 10h30 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2023 tinha taxa de 13,730% de 13,745% no ajuste anterior
para janeiro de 2025 ia a 11,780%, de 11,935% antes, e o DI para janeiro de 2027 com taxa de 11,470% de 11,625%, na mesma comparação. No mercado de câmbio, o dólar operava em queda, cotado a R$ 5,2120 para venda.
Pedro do Val de Carvalho Gil / Agência CMA
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