O Banco do Brasil (BBAS3) registrou um lucro foi de R$ 9,6 bilhões, uma alta de 1,5% na comparação anual. Em relação ao terceiro trimestre, o crescimento foi de 0,7%.
Em 2024, o lucro líquido ajustado de R$ 37,9 bilhões, um avanço de 6,6% em relação ao ano anterior, com um retorno sobre o patrimônio líquido (RSPL) de 21,4%.
O resultado foi impulsionado pelo crescimento da margem financeira bruta (+11,2%), aumento das receitas de prestação de serviços (+4,9%) e controle das despesas administrativas (+4,4%), que se mantiveram abaixo da inflação, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira (19).
Expansão da carteira de crédito
A carteira de crédito ampliada do BB, que inclui títulos e garantias, atingiu R$ 1,3 trilhão em dezembro de 2024, uma alta de 15,3% em 12 meses e de 6,1% na comparação com trimestre anterior. Os destaques foram:
- Pessoa Física: Crescimento de 2,4% no trimestre e 7,3% em 12 meses, com destaque para o crédito consignado (+9,8% em 12 meses).
- Pessoa Jurídica: Avanço de 9,4% no trimestre e 18% no ano, com destaque para operações de recebíveis (+36%), investimentos (+25,9%) e capital de giro (+4,2%).
- Agronegócio: Expansão de 2,9% no trimestre e 11,9% em 12 meses, impulsionada por operações de custeio (+18,6%) e Pronaf (+9%).
- Crédito Sustentável: Saldo de R$ 386,7 bilhões em dezembro, crescimento de 12,7% no ano, com 28,7% do total vinculado a práticas socioambientais.
A inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,32%, impactada principalmente pelo setor agropecuário. As despesas com provisão para crédito de liquidação duvidosa (PCLD) ampliada cresceram 16,9% no ano.
Receitas e despesas do Banco do Brasil
As receitas de prestação de serviços avançaram 4,9% em 2024, puxadas por consórcios (+17,4%), mercado de capitais (+16,7%) e administração de fundos (+11,6%). As despesas administrativas cresceram 4,4%, abaixo da inflação e das projeções do banco.
O índice de eficiência do BB, que mede a relação entre despesas e receitas, ficou em 25,6% no acumulado de 12 meses, refletindo controle de custos e geração de receitas.
Distribuição de dividendos e JCP
O Banco do Brasil anunciou a distribuição de R$ 2,7 bilhões em proventos referentes ao quarto trimestre de 2024, sendo:
- R$ 776,3 milhões em dividendos (R$ 0,1383 por ação);
- R$ 1,96 bilhão em Juros sobre Capital Próprio (JCP), com valor por ação de R$ 0,3483.
Os valores serão corrigidos pela taxa Selic até o pagamento, previsto para 20 de março de 2025. A base acionária considerada será a de 11 de março, com as ações sendo negociadas “ex” a partir do dia 12.
Projeções do Banco do Brasil para 2025
O Banco do Brasil estima um lucro líquido ajustado entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões em 2025. O conselho também definiu o payout (pagamento aos acionistas) entre 40% e 45% do lucro para 2025, que serão feitos em oito fluxos ao longo do ano, com quatro antecipações trimestrais e quatro pagamentos complementares.
Além disso, a carteira de crédito deve crescer de 5,5% a 9,5%, enquanto a margem financeira bruta pode ficar entre R$ 111 bilhões e R$ 115 bilhões. A receita de prestação de serviços deve variar entre R$ 34,5 bilhões e R$ 36,5 bilhões.


