As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) operam de lado, em dia de ajuste pré-IPCA-15, a quarta-feira (24). Além disso, o boletim Focus, nesta segunda (22), veio abaixo do esperado em previsões inflacionárias.
Quem explica é a economista Fernanda Mansano: As surpresas seguem para o IPCA, com queda na expectativa de 7,02% para 6,82% neste ano. Para 2023 também houve uma queda, que pode ser explicada por uma expectativa de menor crescimento no ano que vem, disse. Segundo ela, além disso, é esperada uma deflação de 0,80% no IPCA-15, a ser divulgado durante a semana, explicado pela queda de preços, principalmente em combustíveis.
O dólar sobe, com o mercado buscando pistas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), e se a política contracionista da instituição está surtindo o efeito necessário no controle da inflação.
“Ataxa de retorno anual dos Treasury Bonds de dois anos voltou a subir, com o temor de que o Fed será mais hawkish que o esperado na condução dos juros”, disse Rafael Passos, economista da Ajax Capital. “Assim, o dólar se fortalece, commodities recuam e as ações registram perdas. Por aqui, devem predominar os movimentos negativos do exterior”, completou.
A Bolsa reduziu um pouco a queda, mas segue no negativo e se sustenta na faixa dos 110 mil pontos com investidores receosos com o cenário global de inflação, alta de juros e desaceleração das economias, principalmente da China, apesar de o governo chinês cortar as taxas de juros para empréstimo na China para injetar dinheiro no setor imobiliário.
Os agentes financeiros ficam no aguardo de indicações por parte do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Jerome Powell, no evento de Jackson Hole, na sexta-feira (26), e no dado PCE-que baliza a política econômica nos Estados Unidos, que sai no mesmo dia.
Pedro do Val de Carvalho Gil / Agência CMA
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