O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta sexta-feira (4) em queda de 2,96%, aos 127.256 pontos, na maior queda diária desde 18 de dezembro. O volume financeiro negociado foi elevado, de R$ 31,8 bilhões.
Apesar de resistir ontem (3), a aversão ao risco provocada pelas tarifas recíprocas do presidente Donald Trump e a retaliação da China contra os EUA, em meio ao temor de uma recessão mundial, começou a afetar a Bolsa brasileira.
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Na semana, o índice recuou 3,52%, pior desempenho desde dezembro de 2022. Em abril, acumula queda de 2,31%, mas no ano ainda sobe 5,80%.
Petróleo e minério de ferro
O petróleo caiu pelo segundo dia seguido. O barril do Brent, referência global, recuou 6,50%, enquanto o WTI teve baixa de 7,41%, fechando nos níveis mais baixos desde 2021. A queda foi intensificada após o Brent romper o suporte técnico de US$ 65 durante a sessão em Londres.
O minério de ferro também recuou. Em Cingapura, caiu 2,35%, negociado abaixo de US$ 100 por tonelada. Em Qingdao, a queda foi de 1,1%. Em Dalian, não houve negociação por causa de feriado.
Destaques do Ibovespa
A Vale, ação de maior peso do Ibovespa, caiu 3,99%. Já os papéis da Petrobras caíram 4,19% (ON) e 4,03% (PN). No setor financeiro, Santander registrou queda de 3,31%, enquanto Itaú teve baixa de 2,60%.
Somente três das 87 ações fecharam em alta: Carrefour Brasil (+10,77%), Minerva (+0,15%) e Klabin (+0,05%). Por outro lado, Brava (-12,92%), Vamos (-9,92%) e PetroReconcavo (-8,60%) tiveram os piores desempenhos da sessão.
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Acompanhe gráfico Ibovespa (em tempo real):
Payroll nos EUA surpreende e pressiona juros
O relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll), divulgado nesta sexta, mostrou criação de 228 mil vagas em março — acima da expectativa de 140 mil. Apesar de sinalizar força no mercado de trabalho, o número reacende o debate sobre a política de juros do Federal Reserve (Fed).
A possibilidade de manutenção ou nova alta dos juros americanos pressiona os mercados emergentes e afeta as expectativas para a taxa Selic no Brasil. O mercado voltou a precificar uma taxa terminal em torno de 15% ao ano, com chance majoritária de nova alta de 0,50 ponto percentual.