No último dia do semestre, o Ibovespa futuro tem forte queda com os investidores repercutindo os dados econômicos nos Estados Unidos e aqui em meio as mensagens de ontem dos presidentes dos bancos centrais de que a inflação é persistente e duradoura.
Por aqui foi divulgado mais cedo o Relatório de Inflação (RTI) pelo Banco Central (BC) e mostrou uma elevação da previsão de inflação para 2022 de 2,5 pontos porcentuais (pp), para 8,8%. As estimativas para 2023 e 2024 também subiram.
Nos Estados Unidos, o núcleo de índice de preços PCE (sigla em inglês) sobe 4,7% em maio em base anualizada, praticamente em linha com a estimativa do mercado (+4,8%).
Os investidores acompanham o desenrolar da PEC dos Combustíveis, adiada para ser votada hoje à tarde, porque lideranças de partidos políticos pediram mais tempo para se debruçarem na proposta.
Alguns deles estão incomodados com uma possível “carta em branco”, que consta no texto, e que o governo poderia receber e criar créditos indefinidos até o fim do ano. O relator da PEC,
Fernando Bezerra (MDB-PE), é contrário, mas existe a pressão da emenda 2 de Eduardo Braga (MDB-AM) que prevê auxílio gasolina para motorista de taxi e de aplicativos, o que prevê um custo adicional de R$ 3 bilhões.
Às 9h50 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro com vencimento em agosto caía 1,58%, aos 99.560 pontos. Os futuros norte-americanos e as bolsas europeias registravam perda. Na Ásia, a
maioria os índices fechou em baixa.
Segundo analistas da Ajax Capital, em relatório, a aversão ao risco cresce no exterior e “sinaliza abertura fraca para a Bolsa”. Os investidores analisam o índice PCE.
Soraia Budaibes / Agência CMA
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