O dólar abriu a sessão em forte alta, mas opera abaixo das máximas. O cenário externo de aversão ao risco e o desequilíbrio fiscal com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do estado de emergência preocupam os mercados, que absorvem o índicede preços para os gastos pessoais (PCE) de maio dos Estados Unidos, divulgado há pouco.
O PCE subiu 0,6% em maio na comparação mensal, depois de registrar alta de 0,2% em abril. Na comparação anual, o índice subiu 6,3% em maio, após uma alta de 6,3% em abril. O PCE é o
indicador usado pelo banco central dos Estados Unidos (Fed) como referência para medir a inflação.
O núcleo do PCE, que exclui do cálculo os preços de alimentos e energia, subiu 0,3% em termos mensais e cresceu 4,7% em termos anuais em maio, após a alta de 0,3% registrada em abril em base mensal e de 4,9% em base anual.
O presidente do Fed, Jerome Powell, já declarou que a medida preferida do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) é o núcleo do índice de preços PCE já que ele exclui
de seu cálculo os preços variáveis de commodity que, no momento, são afetados mais por medidas externas do que internas, segundo ele.
Para o analista da Ouro Preto Investimentos, Bruno Komura, “mesmo com o PCE tendo vindo um pouco abaixo da expectativa, não achamos ele bom. Isso indica que a economia está forte e vai ser difícil controlar a inflação”.
Já no espectro doméstico, Komura entende que a PEC tem impacto negativo: “Ela está fazendo bastante mercado. Quando existe a possibilidade do estado de calamidade pública, assina-se um cheque em branco, e isso preocupa”, analisa.
Por volta das 9h53 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 1,11%, cotado a R$ 5,248 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em julho de 2022 avançava 1,08%, cotado a R$ 5.245,00.
Paulo Holland / Agência CMA
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