O dólar comercial fechou em R$ 5,1900, com queda de 1,46%. Sem um driver específico durante a sessão, a moeda novamente foi beneficiada pela flexibilização do lockdown na China, além da formação Ptax – taxa de referência para operações em moeda estrangeira que são praticadas no Brasil que ocorre amanhã, culminando em um movimento de correção, descolado do exterior.
Segundo o sócio fundador da Pronto! Invest, Vanei Nagem, “o real está totalmente descolado do exterior. Hoje somos a melhor moeda de todas, e agora estamos tentando quebrar a barreira dos R$ 5,20”.
Nagem ressalta a importância da Ptax: “Pode ser um preparo para uma Ptax mais baixa amanhã, com a entrega dos balanços semestrais das empresas”, pontua.
De acordo com o economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira, “o Produto Interno Bruto (PIB) americano acelerou o ritmo de queda (do dólar), com a percepção, a curtíssimo prazo, de que os juros não sejam tão elevados”. O PIB dos Estados Unidos do primeiro trimestre de 2022 recuou 1,6% na comparação com o quarto trimestre de 2021.
Vieira entende que a China continua impactando positivamente o real, que é estreitamente ligado às commodities, além de um movimento de ajustes que está sendo observado hoje.
Para o economista da Guide Investimentos, Victor Beyruti, “as commodities subindo novamente, com a reabertura da China, podem segurar o real”.
Paulo Holland / Agência CMA
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