Na última semana de junho e com a agenda vazia de indicadores econômicos por aqui, o Ibovespa futuro aponta alta dando continuidade aos movimentos positivos da sexta-feira e o ambiente mais favorável no exterior, no enquanto com os investidores seguem de olho na inflação e eventual recessão global.
Por aqui, as atenções se voltam para a apresentação da Proposta de Emenda dos Constitucional (PEC) dos Combustíveis, que deve acontecer hoje, e seus riscos fiscais. A PEC inclui o aumento de R$ 200 no Auxílio Brasil- de R$ 400 para R$ 600, elevação do auxílio gás e criação do auxílio para os caminhoneiros de até R$ 1 mil.
O campo corporativo, o Conselho de Administração da Petrobras deve confirmar o nome de Caio Paes de Andrade para comandar a Petrobras.
Na China, o governo decretou uma flexibilidade nas medidas de restrições em Xangai e o Banco Central chinês injetou dinheiro na economia, o que favorece as commodities e a nossa Bolsa.
Os investidores também acompanham a Cúpula do G-7, grupo de líderes das principais nações econômicas, se reúnem em Lisboa e na pauta deve conter as novas sanções contra a Rússia, além das questões econômicas e geopolíticas globais. Em se tratando de Rússia, o país deu calote no pagamento de juros sobre títulos soberanos.
Às 9h50 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro com vencimento em agosto subia 0,43%, aos 100.965 pontos. Os futuros norte-americanos tinham leve alta e as bolsas europeias operavam mistas. Na Ásia, os índices fecharam valorizados.
Sérgio Zanini, sócio e gestor da Galapagos Capital, disse que a Bolsa deve abrir em alta refletindo os dados positivos da economia chinesa, o que ajudou trazer um pouco de sentimento melhor que o tom da semana passada, e as commodities sobem um pouco.
Segundo analistas da Ajax Capital, o maior apetite por risco no exterior favorece a Bolsa, mas o aumento do risco político e fiscal pode limitar os movimentos.
Soraia Budaibes / Agência CMA
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