O dólar opera em alta. A flexibilização do lockdown, na China, tende a fortalecer as moedas emergentes ligadas às commodities, como o real, mas os ruídos domésticos, fiscais e políticos, continuam impactando negativamente a moeda brasileira.
De acordo com o boletim da Ajax Capital, “lá fora, a reabertura chinesa dá folego as bolsas e commodities, enquanto o dólar recua no mercado internacional”. No último sábado o governo de Pequim autorizou o retorno presencial às aulas presenciais, assim como o governo de Xangai comemorou o fato de a cidade de não registrar nenhum caso novo de Covid pela primeira vez em dois meses.
“O maior apetite por risco no externo tende a favorecer ativos domésticos, mas aumento do risco político e fiscal pode limitar os movimentos”, pondera a Ajax, referindo-se à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Combustíveis, que deve ir hoje à votação no plenário do Senado.
Por volta das 9h41 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 0,22%, cotado a R$ 5,2640 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em julho de 2022 avançava 0,38%, cotado a R$ 5.274,00.
Paulo Holland / Agência CMA
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