As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) operam em alta nesta sexta-feira (24) após um IPCA-15 bastante pressionado e risco fiscal no radar.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,69% em junho na comparação com maio, acelerando-se em relação à alta apurada no período anterior (+0,59%), segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou levemente acima da mediana das expectativas do mercado financeiro, de +0,65%, conforme o Termômetro CMA.
Vitor Carettoni, diretor da mesa de renda variável da Lifetime Investimentos, destaca que o resultado veio acima do consenso de mercado. Isso não é bom, pressiona os DIs, mas é um movimento natural dada a forte queda dos últimos dias, diz.
Carettoni lembra que o Auxílio-Brasil e o voucher para caminhoneiros também tiram visibilidade do mercado. A gente não sabe qual o impacto final disso nas contas públicas e mesmo assim o mercado está relevando um pouco, talvez entendendo que já há muito prêmio na curva, diz.
O banco Ourinvest, em relatório, afirma que a os investidores seguem incomodados com o risco piora no quadro fiscal brasileiro por conta do pacote de bondades que o Governo está prometendo. Ou seja, mais do mesmo, diz.
Por volta das 15h30 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2023 tinha taxa de 13,625% de 13,510% no ajuste anterior para janeiro de 2025 ia a 12,475%, de 12,225% antes, e o DI para janeiro de 2027 com taxa de 12,410% de 12,180%, na mesma comparação. No mercado de câmbio, o dólar operava em alta, cotado a R$ 5,2430 para venda.
Pedro do Val de Carvalho Gil / Agência CMA
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