O dólar virou e passou operar misto. Por mais que o ambiente externo seja favorável nesta sexta, o que poderia favorecer um respiro do real, o ambiente doméstico – político e fiscal – conturbado volta a se sobressair e não deixa a moeda brasileira deslanchar.
De acordo com fonte ouvida pela CMA, “o Brasil está descolado do resto do mundo devido aos problemas internos. Os auxílios e isenções que o governo está tentando dar soam muito mal. Após a divulgação da pesquisa eleitoral, existe a expectativa de medidas ainda mais populistas”.
A fonte refere-se à limitação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre itens como gasolina, diesel e energia elétrica, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, além da intenção de dar um voucher para caminhoneiros que pode chegar a R$ 1.000,00. A pesquisa
Datafolha apontou, ontem, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a corrida presidencial com 47% das intenções de votos, enquanto o atual chefe do executivo tem 28%.
“A situação fiscal tende a piorar bastante, e não vejo uma melhora a curto prazo. Aquele dólar a R$ 4,70 era uma ‘fábula’, irreal”, complementou a fonte.
Por volta das 11h14 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 0,22%, cotado a R$ 5,2420 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em julho de 2022
recuava 0,08%, cotado a R$ 5.248,00.
Paulo Holland / Agência CMA
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