As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) operam em queda após resultado de inflação nos EUA.
O Indice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 1,2% em março na comparação com o mês anterior, já descontados os fatores sazonais, segundo dados do Departamento de Trabalho do país. Analistas previam alta de 1,1%. Na comparação mensal, o núcleo do índice de preços ao consumidor, que exclui a variação dos preços de alimentos e energia, subiu 0,3% em março, após a alta de 0,5% em fevereiro. Nos 12 meses encerrados em março, o núcleo do índice de preços ao consumidor subiu 6,5%. O mercado previa para o núcleo alta de 0,5% em base mensal e de 6,6% em base anual.
Rachel Sá, economista-chefe da Rico, lembra que essas discussões sobre o destino dos juros americanos, e os impactos na maior economia do mundo e no restante do globo, tem sido um dos principais propulsores de movimentos de mercados nas últimas semanas.
“Ao lado dos desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia, que continua a pressionar os preços de alimentos e outros materiais básicos, adicionando ao espiral de inflação do início “dessa história””, diz.
Segundo ela, o mix resultante desse cenário tem derrubado bolsas nos EUA e bagunçado o mercado de renda fixa, e fortalecido empresas ligadas ao setor de commodities por aqui, assim como a nossa moeda.
Por volta das 10h35 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2023 tinha taxa de 13,020% de 13,085% % no ajuste anterior projetava taxa de 12,525%, de 12,650%, o DI para janeiro de 2025 ia a 11,820%, de 11,970% antes, e o DI para janeiro de 2027 com taxa de 11,540% de 11,635%, na mesma comparação. No mercado de câmbio, o dólar operava em queda, cotado a R$ 4.6450 para venda.
Pedro de Carvalho / Agência CMA
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