As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) operam em forte alta após a divulgação do IPCA de março surpreendentemente negativo.
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O índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 1,62% em março na comparação com fevereiro, acelerando-se em relação à alta apurada no período anterior (+1,01%), segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior variação para um mês de março desde 1994 (42,75%).
Carla Argenta, economista-chefe da CM Capital, destaca que este IPCA é ainda mais importante do que os outros porque o mercado perdeu referência sem o Boletim Focus desta semana.
“O Banco Central adotou postura muito mais dovish do que o imaginado pelo mercado e desenhou um cenário que não está sendo corroborado”, diz.
Para a economista, o BC atrelou a própria política monetária ao cenário nos EUA, com uma taxa de juros abaixo de 2%, algo que, segundo ela, não vai mais acontecer. Além disso, a equipe econômica esperava um IPCA na casa de 1%, não 1,6%.
“IPCA chegou para jogar a realidade na cara do BC e do mercado financeiro”, diz Carla. “Foi uma chacoalhada geral”, prossegue.
“À medida que o mercado foi digerindo o resultado é que fomos percebendo o quão ruim é a característica dessa inflação”, completa.
Por volta das 10h20 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2023 tinha taxa de 12,880% de 12,750% % no ajuste anterior projetava taxa de 12,365%, de 12,155%, o DI para janeiro de 2025 ia a 11,705%, de 11,530% antes, e o DI para janeiro de 2027 com taxa de 11,415% de 11,300%, na mesma comparação. No mercado de câmbio, o dólar operava em alta, cotado a R$ 4.7520 para venda.
Pedro de Carvalho / Agência CMA
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