O dólar comercial fechou em alta de 0,55%, cotado a R$ 4,7410. A moeda operou em elevação durante toda a sessão, refletindo o aumento iminente dos juros nas economias desenvolvidas, além da pressão inflacionária doméstica e global.
Segundo fonte ouvida pela CMA, “o Brasil não tem fundamento para o dólar a R$ 4,50, nem R$ 4,60. Os exageros estão sendo corrigidos, e a cotação deve ficar em torno de R$ 4,80, o que já é surpreendente”.
A fonte ainda diz que, à medida que os bancos centrais começarem a aumentar os juros, o real tende a perder força gradativamente, o que também demonstra preocupação com a pressão inflacionária e as isenções fiscais em ano de eleição.
Para o economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira, “o mercado ainda está respondendo ao Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), é um movimento normal. O cenário, porém, ainda não mudou”.
Vieira acredita que a bolsa brasileira continua atrativa, além dos altíssimos juros, e observa: “O Fed deveria ser mais hawkish (duro), ainda há um espaço grande a ser preenchido. Ele está atrás da curva faz tempo”.
De acordo com o boletim matinal da Ajax Capital, o “ambiente externo positivo, além das indicações dos nomes para Petrobras – que serão bem recebidos – devem contribuir para a recuperação dos ativos domésticos”.
O Fed confirmou que irá subir os juros em 0,5% a partir da próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), em maio, além de ter novamente demonstrado preocupação com a inflação global, agravada pelo conflito na Ucrânia.
Paulo Holland / Agência CMA
Imagem: unsplash
Copyright 2022 – Grupo CMA

