Em sessão volátil, as taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) fecharam em alta acompanhando o preço das commodities.
Bruno Komura, analista da Ouro Preto Investimentos, destacou que as taxas médias estão acompanhando, além desses índices, a expectativa de inflação. “O mercado está defensivo, tende a acompanhar o discurso do Banco Central. O IPCA amanhã deve vir mais forte do que o esperado”, disse. A taxa mais curta, entretanto, com vencimento para janeiro de 2023, anda de lado.
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Para Komura, é um dia de baixa liquidez. “Ninguém quer tomar posição muito direcional”, afirmou. Sobre as longas, Komura acredita que é um companhamento do mercado internacional e expectativa de inflação global.
Em evento da Legend Investimentos, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, afirmou que há uma “surpresa fiscal no curto prazo”. “Existe uma inquietude, um processo eleitoral, e, mais do que isso, temos um prêmio na parte longa da curva que está muito relacionado a capacidade do Brasil de crescer”, disse.
Segundo ele, o Brasil registrou um crescimento muito próximo de 0 “quando olhamos para os últimos anos”. “Isso gera uma dúvida em relação qual é o crescimento estrutural do Brasil”, concluiu.
Por volta das 16h30 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2023 tinha taxa de 12,750% de 12,750% % no ajuste anterior projetava taxa de 12,155%, de 12,100%, o DI para janeiro de 2025 ia a 11,530%, de 11,440% antes, e o DI para janeiro de 2027 com taxa de 11,300% de 11,205%, na mesma comparação. No mercado de câmbio, o dólar operava em alta, cotado a R$ 4.740,00 para venda.
Pedro de Carvalho / Agência CMA
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