O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou hoje que a data da assembleia geral de acionistas no próximo dia 13 de abril está mantida. Na ocasião, a estatal vai eleger o presidente do Conselho de Administração e o novo presidente da companhia.
O possível adiamento da assembleia foi cogitado após as desistências de Rodolfo Landim e Adriano Pires, indicados para o conselho e à presidência da Petrobras. O impasse causou uma turbulência na companhia, levando à queda de 0,95% nas ações da Petrobras ontem, além da perda de R$ 3,4 bilhões em valor de mercado.
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Após a desistência de Adriano Pires, o nome de um dos auxiliares do ministro da Economia Paulo Guedes passou a ser apontado para o cargo: o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Caio Mario Paes de Andrade. Porém, ele não preenche critérios para o cargo de acordo com a legislação.
Com isso, agora outras indicações com históricos profissionais já aprovados pelos comitês internos da estatal passaram a ganhar força nesta quarta-feira: Sonia Villalobos e Marcio Weber, que já são conselheiros da Petrobras. Ela passaria a presidir o conselho e ele, a presidência executiva.
Os dois foram indicados no ano passado pelo governo para compor o conselho e estão sendo reconduzidos pelo governo. Outro conselheiro do governo que está sendo reconduzido ao cargo é Rui Schneider, mas ele já preside do conselho da Eletrobras e não poderia acumular os cargos.
O fato de já terem tido o histórico investigado pela diretoria de conformidade é importante porque sua indicação neste momento não atrasaria a assembleia de acionistas, marcada para o dia 13.
Agora, restando uma semana para o dia da assembleia, acionistas da companhia e o mercado continuam sem respostas de quem assumirá o comando da estatal. O ministro Albuquerque está sob fogo cruzado diante da suposta falta de coordenação para encontrar nomes que possam trazem, ao mesmo tempo, tranquilidade para os investidores e agradar o presidente Jair Bolsonaro.
Desde o último aumento dos combustíveis, em 10 de março, Bolsonaro tem feito críticas à política de preços da companhia e afirma que falta sensibilidade diante do cenário econômico do país e da conjuntura internacional. No dia 28, após uma longa fritura, o governo decidiu demitir o então presidente Joaquim Silva e Luna e, até hoje, continua procurando alguém para tentar resolver a crise instalada na Petrobras.
Emerson Lopes
Imagem: Agência Petrobras
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