As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) fecharam em queda refletindo o preço do petróleo e o dólar, que operam em queda.
Segundo Nicolas Borsoi, economista da Nova Futura, os DIs estão em queda por causa da fala do presidente do Banco Central de que o ciclo de alta da Selic irá cessar em 12,75% porque inflação está próxima da meta.
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“Tivemos alguns sinais que corroboram a tese dele, como o dólar, que está caindo, e o petróleo mais baixo do que se imaginava”, diz.
Camila Abdelmalack, economista-chefe da Veedha Investimentos, destaca o payroll nos EUA.
“O mercado está tentando mensurar como será o ciclo de elevação de juros”, diz. “O payroll veio um pouco mais fraco, mas acima de 400 mil empregos segue sendo forte. A taxa de desemprego mostrou nova queda”, prossegue. Segundo ela, os dados corroboram a tese de que o FED vai ter que elevar taxa de juros de forma mais agressiva em maio.
Entretanto, segundo Camila, o Brasil não está sentindo efeito da expectativa de alta de juros nos EUA porque seguimos nos beneficiando de exportação de commodities.
Para a Capital Economics, o aumento de 431.000 nas folhas de pagamento não-agrícolas dos EUA é outro sinal de que a economia real tem bastante impulso, embora haja sinais de que o crescimento salarial pode ter atingido o pico.
Por volta das 16h50 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2023 tinha taxa de 12,620% de 12,725% % no ajuste anterior projetava taxa de 11,840%, de 12,055%, o DI para janeiro de 2025 ia a 11,160%, de 11,420% antes, e o DI para janeiro de 2027 com taxa de 10,980% de 11,220%, na mesma comparação. No mercado de câmbio, o dólar operava em queda, cotado a R$ 4.6670 para venda.
Pedro de Carvalho / Agência CMA
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