O mercado financeiro tem uma sexta e um início de mês bastante positivo. O Ibovespa sobe cerca de 1%, reflexo do forte fluxo de recursos externos no país. Juros e câmbio recuam.
Larissa Quaresma, analista da Empiricus, comentou que hoje é mais um dia positivo para a Bolsa, que está a cada sessão mais perto da sua máxima história-de 131 mil pontos. “Hoje com a queda da curva de juros em todos os prazos do DIs futuros favorece as ações de varejo e fintechs”.
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A analista da Empiricus afirmou que o mercado monitora a ameaça de greve dos servidores. “É uma preocupação para o investidor de Bolsa porque um reajuste generalizado tira do controle as contas públicas”.
Mais cedo foram divulgados os dados da produção industrial acima do esperado-cresceram 0,70% em fevereiro na comparação com janeiro e os analistas estimavam alta de 0,3%.
Nos Estados Unidos, o Departamento de Trabalho informou os dados do relatório de emprego (payroll, sigla em inglês). Foram criados 431 mil postos de trabalho em março, enquanto o mercado previa 450 vagas. A taxa de desemprego caiu para 3,6%. “Por mais que os números vieram abaixo do esperado, as revisões vieram melhores e o mercado já precifica que o Fed subirá juros de forma mais rápida”, disse Marcelo Oliveira, CFA e fundador da Quantzed.
Oliveira afirmou que o Brasil está vivendo um momento diferente dos outros mercados com o fluxo forte de estrangeiros. “Agora estamos surfando uma onda sozinhos, já que apanhamos em novembro e estamos perto do final de ciclo de alta [juros]”. Na última quarta-feira o capital externo somou R$ 1,489 bilhão.
Veja como estava o mercado por volta das 13h25 (de Brasília):
IBOVESPA: 121.205 pontos (+1%)
DÓLAR À VISTA: R$ 4,701 (-1,26%)
DI JAN 2023: 12,665 (-0,35%)
DI JAN 2024: 11,925(-1,07%)
Dylan Della Pasqua / Agência CMA
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