O dólar fechou esta sexta-feira (9) em queda de 0,43%, a R$ 5,36. Enquanto a moeda americana avançou frente a divisas fortes, o real se valorizou, acompanhando o desempenho de algumas moedas emergentes, como o peso chileno e o rand sul-africano.
A leitura do mercado é que a moeda brasileira se beneficiou da alta de quase 2% nos preços do petróleo e da expectativa de manutenção do diferencial de juros entre o Brasil e o exterior no curto prazo. Esse diferencial representa a diferença entre a taxa básica de juros doméstica e a de outros países, fator que influencia o fluxo de capital para mercados emergentes.
Na semana, a moeda acumulou perdas de 1,10% e, em janeiro, já recua 2,24%, após ter subido 2,89% no mês anterior.
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Inflação no Brasil
Pela manhã, o IBGE informou que o IPCA, índice oficial de inflação, subiu 0,33% em dezembro, em linha com as expectativas do mercado. Foi o menor resultado para o mês desde 2018. Em 2025, o índice acumulou alta de 4,26%, abaixo do teto da meta de inflação.
A abertura dos dados mostrou pressão no setor de serviços, o que reduziu as apostas em um corte imediato da taxa Selic.
Dólar sobe no exterior
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subiu e voltou a operar acima dos 99 mil pontos. O indicador acumula alta de 0,70% na semana e de 0,85% no mês.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
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Dados econômicos nos EUA
O relatório de emprego dos EUA (payroll) mostrou criação de 50 mil vagas em dezembro, abaixo das expectativas. Ainda assim, a taxa de desemprego recuou para 4,4%, enquanto o salário médio por hora subiu 0,33% no mês. Já o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan avançou para 54 pontos.
Ferramentas do CME Group indicam que a probabilidade de manutenção dos juros pelo Federal Reserve neste mês é de 95%. Junho aparece como o primeiro mês com chance superior a 50% de corte de juros.

