A mediana das projeções do Prisma Fiscal para o déficit primário do governo em 2026 subiu de R$ 72,1 bilhões em dezembro para R$ 72,4 bilhões em janeiro. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (15) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda.
Para 2027, a estimativa intermediária do mercado apontou redução do déficit primário, que passou de R$ 54,897 bilhões para R$ 51,970 bilhões. O movimento indica expectativa de menor desequilíbrio fiscal no médio prazo, segundo as projeções consolidadas pela SPE.
Os economistas mantiveram as projeções para a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). A mediana estimada para o fim de 2026 ficou em 83,7%, enquanto a projeção para 2027 permaneceu estável em 87%.
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Meta fiscal e medidas de arrecadação
A meta fiscal estabelecida pelo governo é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), com margem de tolerância de 0,25 ponto porcentual. Para viabilizar o cumprimento da meta de 2026, o governo negociou com o Congresso medidas de aumento de arrecadação.
No fim de 2025, foi aprovado um corte linear nos benefícios tributários, além da ampliação da tributação sobre apostas eletrônicas, fintechs e Juros sobre Capital Próprio (JCP). A norma prevê arrecadação superior a R$ 20 bilhões, valor considerado necessário para auxiliar o cumprimento da meta de superávit de R$ 34,3 bilhões em 2026.
Déficit nominal, receitas e despesa
A projeção intermediária para o déficit nominal do governo — que inclui o pagamento de juros da dívida — subiu de R$ 1,009 trilhão para R$ 1,039 trilhão neste ano.
Já a mediana da arrecadação federal caiu levemente. Em 2026, passou de R$ 3,085 trilhões para R$ 3,082 trilhões, e em 2027, de R$ 3,277 trilhões para R$ 3,258 trilhões.
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Com isso, a estimativa para a Receita Corrente Líquida (RCL) — base usada para calcular limites fiscais — foi ajustada para R$ 2,510 trilhões neste ano e R$ 2,664 trilhões em 2027.
A mediana da projeção do Prisma Fiscal para a despesa total do governo recuou de R$ 2,585 trilhões para R$ 2,580 trilhões em 2026. Para 2027, a estimativa caiu de R$ 2,730 trilhões para R$ 2,717 trilhões.




