O dólar fechou esta quinta-feira (29) em queda de 0,25%, a R$ 5,19. Apesar da divulgação de indicadores domésticos, como o resultado primário do governo e os dados de emprego do Caged, operadores afirmam que o mercado de câmbio local seguiu, mais uma vez, a dinâmica global das moedas.
O movimento foi influenciado pela alta das commodities. Os preços do petróleo avançaram quase 4%, em meio a ameaças militares dos Estados Unidos ao Irã, o que favoreceu moedas de países emergentes.
Na semana até o momento, a divisa registra queda de 1,75%. Em janeiro, a perda chega a 5,38%.
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Carry trade sustenta o real no curto prazo
Em um ambiente considerado favorável para moedas emergentes, o real tende a se beneficiar no curto prazo da atratividade do chamado carry trade. Essa estratégia consiste em tomar recursos em países com juros baixos e investir em mercados com taxas mais elevadas, como o Brasil.
O movimento ocorre apesar da sinalização do Comitê de Política Monetária (Copom) de que o ciclo de cortes da taxa Selic pode começar em março. As projeções de economistas se dividem entre uma redução inicial de 0,25 ou 0,50 ponto percentual.
Dólar recua no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuava para os 96,179 pontos. Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Expectativas sobre juros nos EUA
Mesmo com o tom cauteloso recente do Federal Reserve (Fed) o mercado não descarta novos cortes de juros no país ao longo do ano.
A possibilidade é considerada especialmente diante da troca de comando na instituição, com o fim do mandato de Jerome Powell em maio e a expectativa de indicação de um novo presidente pelo governo de Donald Trump.
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Real bem posicionado, mas com riscos no horizonte
Estrategistas do Citi avaliam que o real segue bem posicionado no curto prazo e mantêm, por ora, posição vendida em euro frente à moeda brasileira.
Segundo o banco, historicamente o real tende a se valorizar antes do primeiro corte de juros, mas pode enfrentar dificuldades dependendo da extensão do ciclo de afrouxamento monetário. O processo eleitoral na segunda metade do ano também é citado como fator de risco.

