O golpe da falsa central atingiu um nível de sofisticação assustador, pois os criminosos conseguem mascarar o número do telefone para que apareça “Santander” ou o “4004-3535” no seu visor. Eles usam o medo de uma suposta invasão na conta para fazer você agir por impulso e entregar dinheiro ou senhas.
Como eles fazem o número oficial aparecer na tela?
Essa técnica se chama spoofing e permite que os golpistas manipulem o identificador de chamadas. Quando o telefone toca, você vê o número real do banco e atende achando que é seguro, o que baixa sua guarda imediatamente.
Além disso, eles costumam usar uma gravação muito parecida com a URA (aquele robô de atendimento) do banco, inclusive com música de espera e menu de opções. Tudo é montado para criar um ambiente profissional e fazer você acreditar que está falando com um funcionário legítimo da área de segurança.

Qual é a história que contam para te assustar?
O roteiro é quase sempre o mesmo: o suposto atendente diz que identificou uma compra suspeita, uma transferência Pix de valor alto ou uma tentativa de invasão na sua conta. Eles perguntam se você reconhece a operação, sabendo que a resposta será “não”.
Nesse momento de pânico, eles oferecem uma “solução imediata” para bloquear o acesso ou estornar o valor. É aqui que mora o perigo, pois a falsa ajuda serve apenas para manipular você a realizar procedimentos que, na verdade, transferem seu dinheiro para a conta deles.
O banco pede transferência para cancelar algo?
Nunca, em hipótese alguma. Esse é o maior sinal de alerta: o golpista dirá que você precisa fazer um Pix para uma “conta de segurança” ou realizar uma “transferência de teste” para regularizar o sistema e cancelar a compra fraudulenta.
O Santander e qualquer outro banco conseguem bloquear cartões e contas internamente, sem precisar que o cliente movimente um centavo. Se alguém pedir para você enviar dinheiro para “salvar” seu saldo ou reverter uma operação, desligue na cara, pois é golpe na certa.
Quais dados eles tentam arrancar de você?
Durante a chamada, eles tentam pescar informações que o banco jamais pediria por telefone. Eles podem solicitar sua senha de transação, o código de validação do ID Santander (token), fotos de QR Code ou até pedir que você instale um aplicativo de “assistência remota” no celular.
Veja abaixo a diferença clara entre o atendimento real e o ataque criminoso para não cair nessa conversa:
| Ação | Central Verdadeira (Santander) | Falsa Central (Golpe) |
| Identificação | Pede apenas confirmação de dados básicos | Pede senhas e códigos de segurança (token) |
| Transações | Nunca pede para fazer Pix ou transferências | Pede Pix para “cancelar” ou “proteger” |
| Acesso | Não pede acesso remoto ao celular | Pede para instalar apps de acesso remoto |
| Pressão | Atendimento calmo e protocolar | Cria urgência e pânico para você agir rápido |

Leia também: Erros quase invisíveis em boletos da Caixa podem causar perda de dinheiro
O que fazer se eu atender essa ligação?
Se desconfiar no meio da conversa, desligue imediatamente e não faça nenhum procedimento solicitado. Pegue outro telefone (ou espere alguns minutos, pois eles podem prender a linha) e ligue você mesmo para o número que está atrás do seu cartão para confirmar se há algo errado.
Caso tenha passado algum dado ou feito transferência, acione o recurso Bloqueio Imediato no site do Santander ou ligue para o 4004-3535 para comunicar a fraude. Registre também um boletim de ocorrência e avise seu gerente sobre o ocorrido para tentar reaver os valores junto ao mecanismo especial de devolução do Pix.
