A Invisto, empresa brasileira fundada por João Vianna — fundador da Loft — criou um fundo para financiar a reconstrução de até 100 casas nas regiões de Orlando e Winter Park, na Flórida, para obter uma margem de lucro de 60%.
Especializada na compra, demolição e construção de residências nos Estados Unidos, a empresa captou recentemente US$ 60 milhões e, através de seu fundo de investimento, prevê retornos de até 18% ao ano em dólares.
Animada com estes resultados positivos, a Invisto está se preparando para lançar um segundo fundo, com um objetivo de captação de US$ 150 milhões. O novo fundo continuará a estratégia de construir casas de luxo, com valor final estimado em US$ 2 milhões, em outras regiões valorizadas da Flórida.
Estratégia utilizando a renovação de imóveis
Muitas casas nos EUA estão com mais de 40 anos e são consideradas antigas, devido à predominância de construções em madeira e técnicas desatualizadas.
A Invisto utiliza tecnologia para identificar propriedades promissoras em bairros valorizados, com alta demanda e boa infraestrutura. Após a aquisição, essas casas são demolidas para dar lugar a novas construções de alto padrão.
Lá nos EUA, agentes imobiliários locais comercializam as novas residências, que geralmente possuem design moderno e estão prontas para morar.
Este modelo de negócio, lançado em 2022, no primeiro fundo, prevê a construção de até 100 casas, todas alinhadas com a estratégia de alto retorno.
Estrutura do fundo brasileiro
O fundo da Invisto é voltado para investidores qualificados, tanto brasileiros quanto estrangeiros, e possui um ciclo de investimento de 36 meses. Os primeiros 24 meses são dedicados à implantação e captação, com os últimos 12 meses focados no desinvestimento.
O investimento inicial do fundo foi de US$ 500 mil, com uma taxa de administração de 1,7%.
Este fundo oferece uma alternativa atraente em um mercado imobiliário robusto, onde 64% dos americanos vivem em casas unifamiliares, um setor avaliado em US$ 54 trilhões.
Venda de casas nos Estados Unidos atinge patamar mais baixo em 29 anos
Em 2023, as vendas de casas nos Estados Unidos foram de, aproximadamente, 4,1 milhões, o menor nível desde 1995, segundo a Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos Estados Unidos (a National Association of Realtors).
Segundo o jornal USA TODAY, estamos vendo algo parecido com o que aconteceu durante a presidência de Barack Obama. Na época, o presidente herdou uma crise financeira que levou à grande recessão e aos níveis de vendas mensais de casas mais baixas deste século. E dezembro de 2023 entrou no páreo com esses níveis.
Mas as quedas nas vendas abrem espaço para oportunidades em mercados bem posicionados, como o da Flórida.
Mercado imobiliário da Flórida
Na Flórida, o clima ameno, as diversas opções de lazer e uma economia em crescimento fazem com que o lugar seja um destino popular para investidores e residentes, tornando o mercado imobiliário local “pré-aquecido”.
Sean Snaith, economista, disse, em entrevista ao Florida Realtors, que, apesar da desaceleração prevista para 2024, a forte economia da Flórida está bem posicionada. “Acho que a Florida está preparada para enfrentar qualquer tempestade econômica nacional. Estamos prontos.”
Segundo Ricardo Castillo Molina, CEO da Talent e autor do novo blog “Imóveis nos EUA”, do Monitor do Mercado, o aumento demográfico significativo, impulsionado por residentes locais, migrantes internacionais e aposentados, cria uma demanda constante por habitação, alimentando um mercado que possui oportunidades sólidas de investimento.
No dia 31 de janeiro, Molina — que tem um canal no YouTube sobre imigração e compra de imóveis nos Estados Unidos com quase 750 mil inscritos — participou de uma live no canal do Monitor do Mercado. Nela, ele contou falou para Marcos de Vasconcellos, CEO do Monitor do Mercado, sobre as oportunidades de investimento em Orlando, um dos destinos mais cobiçados do mundo!