As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) firmaram queda, com expectativa sobre o novo arcabouço fiscal, que deve ser apresentado nos próximos dias.
Em entrevista à CNN, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou que o novo arcabouço não será nem tão restritivo como o teto de gastos, nem tão liberal como uma simples meta de endividamento ou de superávit primário.
Além disso, ainda existem muitas dúvidas sobre a crise bancária nos EUA.
Segundo a Ativa, em relatório, a crise SVB ainda permeia os jornais, ainda mais com o Fed em período de silêncio pré-Fomc.
Após mostrar as garras contra a inflação na semana passada, sugerindo que o pace poderia avançar para 50bps, o Fomc poderá usar a situação para encerrar o ciclo de alta, o que vem sendo precificado pelo mercado, afirmou a casa. Para a reunião da semana que vem ainda prepondera a elevação de 25bps, com probabilidade de 80%, mas os cenários mais extremos sobre a Fed Funds Rate supra 6% perderam força de maneira contumaz, completou.
Em dia de forte aversão ao risco global, a Bolsa opera no vermelho, voltou ao patamar dos 101 pontos, com os investidores cautelosos diante da quebra do Silicon Valley Bank (SVB) dos Estados Unidos e do tombo das ações do Credit Suisse, atingiu a mínima histórica. O temor dos agentes financeiros é de um contágio financeiro no mundo. Os papéis do setor financeiro aqui seguiam o movimento global e caíam em bloco. Bradesco (BBDC3 e BBDC4) perdia 1,11% e 1,49%. Itaú (ITUB4) cedia 1,94%, Santander (SANB11) tinha queda de 0,98% e Banco do Brasil (BBSA3) caía 1,03%. As ações de maior peso no índice seguiam em forte queda como Petrobras (PETR3 e PETR4) e Vale (VALE3). A mineradora acompanhava seus pares em Londres e caía 3,33%. Petrobras ON perdia 3,51% e Petrobras PN tinha queda de 3,11% seguindo a desvalorização do petróleo.
O dólar segue em sólida alta. A moeda reflete a sensação de risk off global, potencializada pelos problemas no Credit Suisse, um dos maiores bancos da Suíça, que vem apresentando dificuldades para estabilizar suas operações e preocupa os investidores. Para o analista da Ouro Preto Investimentos Bruno Komura, “com a notícia do Credit Suisse os mercados entraram em movimento de aversão ao risco intenso e está contaminando diversos mercados, com os bancos europeus e americanos sofrendo bastante. O filtro para estas instituições com problema ficou mais rigoroso, e aí começaram a surgir estes problemas”.
Pedro do Val de Carvalho Gil / Agência CMA
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