No primeiro semestre de 2024, as operadoras de planos de saúde tiveram um lucro líquido de R$ 5,6 bilhões, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) nesta terça-feira (3).
O lucro representa 3,27% de toda a receita acumulada no período, superior a R$ 170 bilhões. Ou seja, a cada R$ 100 gastos com planos de saúde, R$ 3,27 vira lucro, como foi exemplificado pelo site InfoMoney.
Segundo dados da ANS, este é o melhor primeiro semestre desde o período pré-pandemia (2019), com exceção do ano de 2020, ano em que tivemos à pandemia de Covid-19.
As operadoras médico-hospitalares, principal segmento do setor, apresentaram um saldo positivo entre receitas e despesas pela primeira vez desde 2021, chegando a R$ 2,4 bilhões em operações.
Sinistralidade dos planos de saúde
A sinistralidade, indicador que mede a proporção das receitas utilizadas para despesas assistenciais, foi de 85,1%. O índice é o mais baixo desde 2018 para um primeiro trimestre, com exceção de 2020.
A redução na sinistralidade indica que menos da receita está sendo consumida por despesas assistenciais, sinalizando uma possível melhoria na eficiência operacional das operadoras.
Crescimento da base de beneficiários
Os dados de julho de 2024 também mostram um aumento na base de beneficiários dos planos de saúde. O número total de usuários chegou a 51,235 milhões, em comparação com 50,359 milhões no mesmo mês do ano anterior.
Nos planos exclusivamente odontológicos, o crescimento foi ainda maior, com 33,634 milhões de beneficiários, um aumento de 2,418 milhões em um ano.