As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) operam em queda, com mercado ainda digerindo as decisões do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) – alta de 0,75 ponto percentual (pp) nos juros – e Comitê de Política Monetária (Copom) – manutenção da taxa anual em 13,75%.
O nosso Banco Central está à frente dos outros países, iniciando antes o aperto monetário. A expectativa é que ele mantenha essa taxa por algum tempo e, dependendo do comportamento dos indicadores de inflação, a gente pode começar a ver corte gradual da taxa de juros no primeiro semestre de 2023, afirmou Paulo Henrique Duarte, economista da Valor Investimentos.
A Bolsa reduz a alta, mas segue no positivo, em movimento oposto ao exterior, com os
investidores ainda assimilando a decisão do Banco Central (BC) em não mexer na taxa básica de juros (Selic), que atualmente está em 13,75% ao ano (aa). As ações ligadas ao minério de ferro, como a Vale (VALE), empresa de maior peso no índice, e os bancos ajudam a manter o Ibovespa no positivo. Hoje a commodity subiu em Dalian, na China. Já o setor financeiro é beneficiado com pela manutenção de juros, o que leva ao menor risco de inadimplência.
O dólar opera em tímida queda, quase estável. Em um dia de maior aversão ao risco, o real se sobressai, embalado pelos altos juros domésticos, indo na contramão dos seus pares e moedas desenvolvidas que sentiram o golpe do aumento dos juros nos Estados Unidos em 0,75 ponto percentual (pp), anunciado ontem pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que enfatizou as preocupações com a inflação. De acordo com o economista da Guide Investimentos, Rafael Pacheco, “o mercado está com maior aversão ao risco, o que tende a favorecer o dólar. Além disso, os juros maiores que o mercado precifica nos Estado Unidos – 4% ainda este ano -, sem perspectiva de redução em 2023, potencializam este cenário”.
Veja como estava o mercado por volta das 13h45 (de Brasília):
IBOVESPA: 112.358 pontos (+0,38%)
DÓLAR À VISTA: R$ 5,1550 (-0,32%)
DI JAN 2023: 13,680% (-0,47%)
DI JAN 2027: 11,180% (-1,71%)
Pedro do Val de Carvalho Gil / Agência CMA
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