A atividade econômica continuou apresentando desempenho positivo no segundo trimestre, em especial a indústria e o setor de serviços. Após sequência de três resultados negativos, a produção industrial cresceu nos últimos três trimestres, mas ainda se mantém em nível abaixo do observado no período pré-pandemia. A avaliação faz parte do boletim regional do Banco Central, divulgado nesta manhã.
Diferentemente, o setor de serviços, que apresentou recuperação contínua desde o terceiro trimestre de 2020, encontra-se em patamar acima do nível anterior à crise sanitária, com exceção do segmento de serviços às famílias. Nesse ambiente de atividade econômica mais robusta, o mercado de trabalho exibe retomada mais forte do que a esperada.
Em relação à atividade regional, o crescimento foi mais disseminado do que no trimestre anterior, com expansões significativas em todas as regiões, à exceção do Sudeste, que apresentou relativa estabilidade, refletindo o resultado negativo no estado de São Paulo.
No Sul, onde sobressaiu o desempenho dos indicadores de comércio e serviços, houve recuperação da queda acentuada observada nos três meses anteriores, relacionada à quebra das safras de soja e milho.
Os principais indicadores econômicos da região Norte evoluíram positivamente no segundo trimestre, resultando na expansão do agregado da atividade no período. O Indice de Atividade Econômica Regional Norte (IBCR-N) variou 1,5% em relação ao trimestre anterior, influenciado pela expansão do setor de serviços no período. O IBCR-PA cresceu 1,9% na
mesma base de comparação, impulsionado pela construção e por serviços às empresas, enquanto o IBCR-AM expandiu 1,7%, puxado por serviços às famílias e alojamento e alimentação. Em doze meses, o IBCR-N acumulou crescimento de 1,7%.
A atividade econômica nordestina manteve-se em expansão no segundo trimestre de 2022. O IBCR-NE cresceu 1,0%, refletindo a continuidade da retomada do setor de serviços, além do desempenho favorável da agropecuária e da construção civil. No mesmo sentido, a indústria de transformação acumula expansão significativa, com três trimestres seguidos de alta, impulsionada principalmente pelo setor de derivados de petróleo. A ocupação segue em elevação no mercado de trabalho formal e informal, mas a recuperação dos rendimentos tem sido mais lenta que a média nacional. Em doze meses até junho, o IBCR-NE acumulou variação de 3,5%.
A economia do Centro-Oeste continuou em trajetória de crescimento no segundo trimestre de 2022. O IBCR-CO apresentou alta de 2,0% frente ao trimestre anterior, quando crescera 1,1%, considerados dados dessazonalizados. Sobressaíram no período o comércio, a agricultura, a construção civil e os serviços às famílias. No acumulado de doze meses, o IBCR-CO cresceu 4,6%.
A economia do Sudeste perdeu ritmo no segundo trimestre, refletindo sobretudo o arrefecimento da expansão do comércio e o recuo dos serviços financeiros. Nesse cenário, o IBCR-SE variou -0,1% no trimestre, em relação ao trimestre imediatamente anterior (1,6%), influenciado pelo desempenho de São Paulo (-0,5%), enquanto os demais estados apresentaram avanço, com destaque para Minas Gerais (1,5%). No acumulado em doze meses até junho, a economia da região registrou incremento de 2,6%.
A atividade econômica do Sul registrou recuperação no segundo trimestre de 2022, após recuo no primeiro, quando refletira a quebra na produção de soja. Na margem, além do final da apropriação das safras de verão, houve retomada mais intensa no comércio, na construção e em segmentos da prestação de serviços, sobretudo às famílias, e discreta ampliação da produção industrial. De acordo com o IBCR-S, a economia do Sul cresceu 2,8% no segundo trimestre em relação ao anterior (-2,9%). Em doze meses, o Sul assinalou a menor expansão dentre as regiões, 1,0%, influenciada pelos resultados modestos da agricultura e da indústria.
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