A Tendências, em relatório, começou a revisar a projeção para crescimento do ano, atualmente em 1,7%.
“De todo modo, para o 2º semestre, a expectativa de desaceleração se mantém, ainda que pesem fatores mistos sobre os principais determinantes macroeconômicos de curto prazo”, afirmou a casa. “Especificamente quanto ao consumo, o principal vetor do crescimento corrente, houve estímulos ligados à redução de impostos com efeitos em preços e as transferências de renda, em um contexto de aquecimento do mercado de trabalho”, prosseguiu.
A Tendências alerta para o encerramento das rodadas de liberações extra do FGTS e de antecipação dos pagamentos de 13º de pensões e aposentadorias. “Adicionalmente, os sinais são de esgotamento do benefício gerado pela demanda reprimida de serviços presenciais propiciado pela normalização do quadro sanitário”, alertou. “Outro fator negativo não apenas sobre consumo familiar, mas para toda a demanda privada e investimentos, são os efeitos defasados da política monetária, cujos impactos foram atrasados e minimizados pelo amplo conjunto de estímulos fiscais”, completou.
Pedro do Val de Carvalho Gil / Agência CMA
Imagem: Marcos Santos / USP Imagens
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