Na última sessão do mês de agosto, o Ibovespa futuro se recupera das perdas da véspera e sobe acompanhando o movimento de alta dos índices futuros em Nova York com os investidores analisando o relatório de emprego do setor privado nos Estados Unidos (ADP)-criou 132 mil vagas de trabalho em agosto, abaixo do previsto pelos analistas, de 300 mil.
O mercado olha os dados com atenção antes da divulgação do payroll na sexta-feira (1).
Os investidores também ficam preocupados com a inflação global, após a divulgação do índice de preços ao consumidor em agosto, na zona do euro, subir 9,1%, o que mostra que o banco central possa elevar mais os juros para conter os preços.
O mesmo temor paira nos Estados Unidos, após a sinalização do presidente Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano reiterar que o foco é controlar a inflação e as apostas no mercado é de que a elevação da taxa de juros em setembro seja de 0,75 ponto porcentual.
Em mais uma sessão, o petróleo recua com o temor de que as medidas de restrições avancem na China e com o receio dos investidores com uma alta mais agressiva nos juros nas principais economias do mundo.
Em meio a essa toada do lockdown no país asiático, minério cai. Com a retração das commodities o impacto pode ser visto na Bolsa brasileira com o peso que a matéria-prima tem no índice.
Às 9h50 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro com vencimento em outubro subia 0,50 %, aos 112.255 pontos. Os futuros norte-americanos tinham alta e as bolsas europeias caíam. Na Ásia, os índices fecharam mistos.
Ubirajara Silva, gestor da Galapagos Capital, disse que movimento visto ontem com a queda das commodities continua na sessão de hoje e pode impactar as ações do Ibovespa. “Os números da economia chinesa abaixo da expectativa-[PMI industrial sobepara 49,4 pontos, mas ainda indica retração na atividade econômica] do mercado acabam pressionando as commodities, e números mais altos de inflação, como na zona do euro, fazem com que bancos centrais sejam mais duros na alta de juros”.
Silva explicou que a preocupação com inflação e alta de juros mais agressiva acabam freando um pouco mais a atividade e vem o temor à recessão, impactando as commodities.
O gestor da Galapagos também comentou que apesar de não ser novidade a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos de agosto, ontem foi aprovada na Câmara dos Deputados a medida provisória que eleva em 1% a CSLL, “pode acender uma luz para o setor e gerar pressão a mais nas ações das instituições financeiras”.
Soraia Budaibes / Agência CMA
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