A Vale (VALE3) anunciou que está considerando a venda de 70% de sua participação na Aliança Energia, incluindo os ativos Sol do Cerrado e Consórcio Candonga, para a Global Infrastructure Partners (GIP), apenas seis meses após adquirir 100% das operações, ao pagar R$ 2,7 bilhões para a Cemig (CMIG4) por 45%.
A informação foi divulgada em um fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), nesta sexta-feira (14). A mineradora, no entanto, destacou que ainda não há qualquer instrumento vinculante assinado, ou seja, o negócio não está fechado, e que qualquer decisão será tomada conforme as regras de governança da companhia.
Impacto do anúncio da Vale para o mercado
Desde o pré-mercado da Bolsa de Nova York, os American Depositary Receipts (ADRs) da Vale operavam em alta. Às 13h38, os papéis subiam 1,10%, aos US$ 9,68.
O desempenho positivo ocorre mesmo com a queda do minério de ferro, que recuou 0,98% no mercado futuro de Dalian, na China, para US$ 111,17 por tonelada no contrato de maio de 2025.
Nunca foi tão fácil ficar atualizado sobre finanças, economia e investimentos. Assine gratuitamente
Na Bolsa brasileira, os papéis da Vale (VALE3) também sobem, mas em um ritmo mais moderado, com alta de 0,49%, aos R$ 55,13.
Detalhes da transação
Segundo fontes do mercado, a GIP pode pagar entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões pela participação majoritária na Aliança Energia e no parque solar.
A Aliança Energia possui um portfólio de usinas hidrelétricas e parques eólicos com capacidade instalada de 1,3 GW. O complexo solar Sol do Cerrado, fora do portfólio da Aliança, também está à venda e tem 766 MWp, localizado em Minas Gerais.
Segundo divulgado na mídia nesta quinta-feira (13), a operação também teria atraído as geradoras de energia Casa dos Ventos e a China Three Gorges (CTG) Brasil, mas as duas empresas deixaram de participar do processo e a GIP teria sido escolhida pela Vale para prosseguir com as negociações.
Configuração da Aliança Energia no setor
Criada em 2015 como uma joint venture entre Vale e Cemig, a Aliança Energia atua na geração de energia renovável. Dessa forma, a empresa se consolidou como uma das maiores geradoras privadas de energia elétrica do país.
Seu portfólio inclui sete usinas hidrelétricas, dois parques eólicos no Ceará e um parque eólico no Rio Grande do Norte, totalizando 1.438 MW de capacidade instalada.











