As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) fecharam em alta nesta segunda-feira (11) com uma crescente preocupação inflacionária no radar.
Quem explica é Jason Vieira, economista-chefe da Infinity: “A preocupação com a inflação se avoluma com a atividade econômica extremamente difusa no globo e investidores divididos ainda na reação entre os dados positivos, que podem levar ao aquecimento econômico, consequentemente inflação e juros ainda mais altos para detê-la, criando assim recessão, enquanto os sinais primários de recessão já ocorrendo são benvindos por alguns, na expectativa que os BC não atuem tão pesadamente nos juros, disse.
Segundo Rachel de Sá, chefe de economia da Rico, após mais uma semana marcada pela volatilidade e incerteza, investidores estão de olho na quarta dia em que será divulgado o resultado da inflação ao consumidor referente a junho nos Estados Unidos.
A alta de preços está no epicentro dos movimentos de mercados nos últimos meses, com todos os olhos voltados para o desfecho do processo de alta de juros na economia americana, e no resto do mundo, disse. Se muito forte, pode acabar mergulhando os Estados Unidos em uma recessão fraco, a inflação dará conta do recado reduzindo o poder de compra e aumentando a incerteza, completou.
Já a economista Fernanda Mansanodestaca o clico de alta de juros lá fora. Semana passada tivemos um payroll bastante forte e agora teremos o CPI que deve acelerar. Economia nos EUA está bastante aquecida, o que deve impactar a inflação, disse.
Por volta das 16h40 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2023 tinha taxa de 13,880% de 13,780% no ajuste anterior para janeiro de 2025 ia a 13,220%, de 12,960% antes, e o DI para janeiro de 2027 com taxa de 13,080% de 12,845%, na mesma comparação. No mercado de câmbio, o dólar operava em alta, cotado a R$ 5,3670 para venda.
Pedro do Val de Carvalho Gil / Agência CMA
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