A renda dos norte-americanos em maio subiu 0,5% em relação a
abril, uma alta de US$ 113,4 bilhões em termos absolutos, segundo dados divulgados pelo Departamento do Comércio dos Estados Unidos. Os gastos pessoais (PCE, na sigla em inglês) subiram 0,2% na mesma base de comparação, uma alta de US$ 32,7 bilhões.
Em abril, a renda subiu 0,5% ante março e os gastos tiveram alta de 0,6%, segundo dados revisados. Analistas esperavam alta de 0,4% na renda e nos gastos em maio em comparação com o mês anterior.
A renda pessoal menos o pagamento de impostos (DPI, ou Disposable Personal Income) avançou 0,5%, um aumento de US$ 96,5 bilhões, em maio ante abril. O volume de poupança dos norte-americanos foi de US$ 1,01 trilhão em maio, o que representa 5,4% da DPI.
Além disso, o índice de preços para os gastos pessoais (PCE) subiu 0,6% em maio na comparação mensal, depois de registrar alta de 0,2% em abril. Na comparação anual, o índice subiu 6,3% em maio, após uma alta de 6,3% em abril. O PCE é o indicador usado pelo banco central dos Estados Unidos (Fed) como referência para medir a inflação.
O núcleo do PCE, que exclui do cálculo os preços de alimentos e energia, subiu 0,3% em termos mensais e cresceu 4,7% em termos anuais em maio, após a alta de 0,3% registrada em abril em base mensal e de 4,9% em base anual.
O presidente do Fed, Jerome Powell, já declarou que a medida preferida do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) é o núcleo do índice de preços PCE já que ele exclui
de seu cálculo os preços variáveis de commodity que, no momento, são afetados mais por medidas externas do que internas, segundo ele.
Julio Viana / Agência CMA
Copyright 2022 – Grupo CMA
Imagem: Piqsels

