O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o pregão da última sexta-feira (23) em alta de 0,4%, aos 137.824,29 pontos, buscando uma recuperação após a notícia de que o governo retrocederia em algumas medidas sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Apesar do desempenho positivo, o índice encerrou a semana com queda acumulada de 0,98%, marcando o primeiro recuo semanal desde o início de abril.
O mercado internacional inicia a semana com feriados nos Estados Unidos e no Reino Unido, no entanto, com os índices futuros de NY operando normalmente.
O mercado repercute nesta segunda-feira (26) a decisão de Donald Trump de adiar a tarifa de 50% à União Europeia até 9 de julho, após telefonema com a presidente da região, Ursula von der Leyen.
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No Brasil, ainda ressoa o clima pesado após a decisão do ministério da Fazenda de anunciar o aumento do IOF para fins estritamente arrecadatórios e depois retroceder da decisão de incidir o imposto sobre aplicações de fundos de investimentos no exterior, com a grande repercussão no mercado financeiro.
Destaque também para os dados de emprego, com Caged e IBGE, e os números consolidados do setor público de abril.
Manchetes desta manhã
- IOF mais alto encarece crédito em quadro de juro já elevado (Valor)
- Fazenda calcula ressarcimento de aposentados em até R$ 2 bilhões (O Globo)
- Apagão de servidores ameaça programas de infraestrutura do país (Folha)
- Equipe econômica aguarda sinal verde de Lula para compensar perda de IOF e discute antecipar medida (Estadão)
- Maior parte das capitais vê alta das classes A e B (Valor)
Mercado global
As Bolsas da Europa iniciam a semana em alta, repercutindo a decisão de Trump de adiar as tarifas sobre a União Europeia. Em uma publicação na Truth Social, Trump disse que a UE era “muito difícil de lidar” e que as negociações “não estavam levando a lugar nenhum”, mas, no domingo, afirmou que havia concordado em adiar as tarifas.
No setor corporativo, montadoras alemãs como Mercedes Benz, BMW e Volkswagen se recuperam com o adiamento das taxas e sobem mais de 1%.
Os mercados da Ásia encerraram o primeiro pregão da semana com desempenho misto, em meio à incerteza tarifária de Trump após anunciar o aumento das tarifas comerciais europeias e recuar da decisão, prorrogando o prazo para as negociações.
As techs, especialmente as fornecedoras da Apple, caíram após a possibilidade de taxação de 25% sobre o iPhone.
Sinais de negociação entre Tóquio e Washington apoiam as bolsas japonesas, enquanto Hong Kong realiza lucro após atingir máximas históricas na semana passada.
Em Nova York, os índices futuros abriram em alta, impulsionados pela decisão de Trump de adiar as tarifas comerciais europeias, enquanto os mercados permanecem fechados devido o feriado local.
Confira os principais índices do mercado:
- Dow Jones Futuro: +1,03%
- S&P 500 Futuro: +1,18%
- Nasdaq Futuro: +1,38%
- CAC 40 (França): +1,18%
- Nikkei (Japão): +1%
- Hang Seng Index (Hong Kong): -1,35%
- Bitcoin avança 2%, a US$ 109,8 mil
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Commodities
- Petróleo: recua às vésperas da reunião da Opep+ com volume reduzido por feriado nos EUA e Reino Unido. O Brent/julho recua 0,09%, a US$ 64,72 e o WTI/junho cede 0,15%, a US$ 61,44
- Minério de ferro: fechou em queda de 2,21% em Dalian, na China, a US$ 98,05 a tonelada. Contrato futuro recua 1,2% em Singapura, a US$ 96,95 a tonelada.
Cenário internacional
Com o feriado do Memorial Day nos Estados Unidos e feriado local no Reino Unido, o dia deve ser de baixa liquidez nos mercados globais.
Destaque para o discurso da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, em evento na Alemanha, às 10h20.
Na semana, a agenda traz como destaques a ata do FOMC na quarta-feira (28), PIB e inflação do 1º trimestre dos EUA na quinta-feira (29) e índice de inflação PCE de abril na sexta-feira (30).
Cenário nacional
No Brasil, a agenda inicia com o tradicional Boletim Focus, com as expectativas do mercado para PIB, câmbio, Selic e inflação. O Banco Central também informa nota do setor externo de abril.
Ao longo da semana, destaque para o IPCA-15 de maio nesta terça-feira (27), Caged de abril na quarta-feira (28), Pnad contínua na quinta-feira (29) e PIB do 1º trimestre na sexta-feira (30).
Entre os compromissos do dia, o presidente Lula se reúne hoje, às 16h, com os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Rui Costa (Casa Civil).
A oposição abre ofensiva contra IOF no Congresso e apresenta projetos para cancelar a medida, segundo O Globo. Já o Estadão noticia que a equipe econômica aguarda sinal verde de Lula para compensar perda com recuo do IOF e discute antecipar medida.
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Destaques no mercado corporativo
- CMA Terminals Atlantic, controladora da Santos Brasil: protocolou pedido de OPA na CVM, com preço por ação de R$ 13,60.
- Mubadala Capital: avalia OPA para fechar o capital da Zamp, operadora no Brasil das marcas Burger King, Popeyes, Starbucks e Subway.
- Nvidia: divulga balanço na quarta-feira, com forte expectativa do mercado.
- Braskem: Novonor recebeu proposta não vinculante de Nelson Tanure para comprar fatia de controle.
- Petrobras: Conselho encerrou mandato de Tolmasquim; William França assume funções interinamente; assinou memorando com Sonangol para cooperação em P&D. O FPSO Alexandre de Gusmão iniciou produção antes do previsto no campo de Mero.
- Vale: Moody’s atribuiu rating AAA.br à emissão de debêntures de R$ 6 bi, com perspectiva estável.
- Azul: Negou à CVM que tenha formalizado empréstimo de US$ 600 milhões.












