O dólar fechou em R$ 5,2350, com queda de 0,32%. O afrouxamento do lockdown, na China, valorizou as moedas emergentes ligadas às commodities, como o real, e aliviou a pressão das incertezas políticas e fiscais domésticas.
Segundo o sócio da Ethimos Investimentos, Lucas Brigato, “ainda existe força para ver o dólar cair novamente, e acho que seja possível quebrar a barreira dos R$ 5,00 antes do período eleitoral”.
Para o head de tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, “os juros altos praticados no Brasil e a reabertura da China ajudam a valorizar o real, que continua com os fundamentos técnicos positivos”. Weigt observa que desde o último dia 31 o real caiu 9% ante cesta de moedas emergentes.
De acordo com o boletim da Ajax Capital, “lá fora, a reabertura chinesa dá folego as bolsas e commodities, enquanto o dólar recua no mercado internacional”. No último sábado o governo de Pequim autorizou o retorno presencial às aulas presenciais, assim como o governo de Xangai comemorou o fato de a cidade de não registrar nenhum caso novo de Covid pela primeira vez em dois meses.
“O maior apetite por risco no externo tende a favorecer ativos domésticos, mas aumento do risco político e fiscal pode limitar os movimentos”, pondera a Ajax, referindo-se à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Combustíveis, que deve ir hoje à votação no plenário do Senado.
Paulo Holland / Agência CMA
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