O dólar comercial fechou em alta de 0,42%, cotado a R$ 5,2520. Isso é reflexo das incertezas fiscais e políticas internas, além do temor com uma possível recessão global. Na semana, a moeda norte-americana teve valorização 2,06%, sendo a quarta semana consecutiva de alta.
Para o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno, “o ambiente doméstico adiciona pressão à moeda, com o governo tentando de todos os modos possíveis minimizar o impacto dos combustíveis na reeleição do presidente”.
Rostagno também explica que houve uma mudança de cenário global, com o risco de recessão nos Estados Unidos e recessão global.
De acordo com fonte ouvida pela CMA, “o Brasil está descolado do resto do mundo devido aos problemas internos. Os auxílios e isenções que o governo está tentando dar soam muito mal. Após a divulgaç
A fonte refere-se à limitação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre itens como gasolina, diesel e energia elétrica, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, além da intenção de dar um voucher para caminhoneiros que pode chegar a R$ 1.000,00. A pesquisa Datafolha apontou, ontem, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a corrida presidencial com 47% das intenções de votos, enquanto o atual chefe do executivo tem 28%.
“A situação fiscal tende a piorar bastante, e não vejo uma melhora a curto prazo. Aquele dólar a R$ 4,70 era uma ‘fábula’, irreal”, complementou a fonte.
Paulo Holland / Agência CMA
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