O dólar comercial fechou em alta de 1,02%, cotado a R$ 5,2300. A moeda oscilou durante grande parte da sessão, mas o início do aperto do ciclo monetário nas economias desenvolvidas e o medo de uma recessão global acabou desvalorizando as moedas emergentes, como o real.
O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), além do banco central da Suíça e o Banco da Inglaterra (BoE) já iniciaram o ciclo de aperto para controlar a inflação, enquanto existe expectativa que o Banco Central Europeu (BCE) tome o mesmo rumo.
Para o analista da Ouro Preto Investimentos, Bruno Komura, “o dólar está dando um alívio, com o fluxo estrangeiro ajudando, mas a tendência é de um dólar fortalecido”.
Komura entende que isso não arrefece a conjuntura econômica global: “Os bancos centrais desenvolvidos estão apertando o ciclo. Por mais que as moedas emergentes se beneficiem com as commodities, moedas fortes como o euro e dólar tendem a se valorizar. O movimento de aversão aos ativos de risco deve continuar”, analisa.
De acordo com boletim da Ajax Capital, ” lá fora, receio de recessão parece prevalecer em outros mercados, com juros e commodities em queda e dólar em alta”.
“A aversão a risco no exterior deve pesar sobre ativos brasileiros, especialmente na bolsa e taxa de câmbio. Além disso, o pacote de bondades do governo eleva pressão fiscal”, contextualiza a Ajax.
Paulo Holland / Agência CMA
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