Em relatório, a XP exaltou o resultado da atividade econômica no país, divulgado nesta semana. Segundo o documento, o resultado foi respaldado pelo
aumento adicional da mobilidade e a expansão da renda disponível às famílias.
O PIB do primeiro trimestre cresceu 1,0% em relação ao 4º trimestre de 2021, o que representou a terceira elevação consecutiva. Com isso, o PIB situa-se 1,5% acima do nível pré-pandemia
Para a XP, o crescimento do emprego muito acima do esperado teve papel protagonista em abril, especialmente por atingir vários setores e tipos de ocupação.
“Pelo lado menos encorajador, observamos recentemente alguns sinais de perda de fôlego dos investimentos privados, tais como o declínio da produção de bens de capital (máquinas e equipamentos)”, disse o documento.
O resultado impulsionou o otimismo da casa com o consumo no curto prazo, mas a demanda doméstica provavelmente perderá força nos próximos trimestres, refletindo a elevação acentuada das taxas de juros, maiores incertezas nos cenários global e doméstico, além da dissipação paulatina dos benefícios da reabertura econômica.
“Ademais, acreditamos que a possível queda dos preços de combustíveis e energia elétrica nos próximos meses considerando a aprovação de propostas legislativas, como o PLP 18/22 significa algum alívio para os consumidores, mas não o suficiente para reverter a tendência de esfriamento da demanda local”, disse.
Por fim, a XP projeta crescimento de 1,6% do PIB em 2022.
Pedro do Val de Carvalho Gil / Agência CMA
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