As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) operam mistas nesta sexta-feira (17), com o mercado ainda repercutindo as decisões do FED (Federal Reserve, o banco central norte-americano) e Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) nesta semana.
Para Flávio Serrano, head de análise macroeconômica da Greenbay, a taxa mais curta, com vencimento para 2024, opera em leve alta devido a decisão do FED, que decidiu elevar a taxa de juros norte-americana em 0,75 p.p., o maior aumento desde 1994, em linha com o que o mercado esperava.
A Tendências Consultoria, em relatório, destaca que o comunicado do Copom trouxe como destaque a indicação de que o ciclo de aumento dos juros terá prosseguimento na próxima reunião, com um ajuste “de igual ou menor magnitude”, em linha com o contexto inflacionário ainda adverso.
Tendo em vista o aperto vigoroso já promovido e a citação a um ajuste de igual ou menor magnitude em agosto, entende-se que o ciclo de aperto monetário segue próximo de seu término, disse a casa.
Por volta das 13h10 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2023 tinha taxa de 13,575% de 13,600% no ajuste anterior para janeiro de 2025 ia a 12,610%, de 12,750% antes, e o DI para janeiro de 2027 com taxa de 12,580% de 12,670%, na mesma comparação. No mercado de câmbio, o dólar operava em alta, cotado a R$ 5,1380 para venda.
Pedro do Val de Carvalho Gil / Agência CMA
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